Sexta-feira, 30 de janeiro: Ode ao TAVINHO PAES, com pocket show de ARNALDO BRANDÃO e Igor Calazans recebendo grande elenco de poetas

TAVINHO PAES não pede passagem!

Na próxima SEXTA, 30 de janeiro, a Ode ao Poeta será, pela segunda vez, palco para celebrar a obra de um dos grandes nomes da poesia marginal brasileira, que comemoraria aniversário nesta semana.

Com a palavra, o anfitrião Igor Calazans: “Faremos nossa tradicional RODA DE POESIA com microfone aberto e, para tornar a noite ainda mais especial, receberemos o Mestre ARNALDO BRANDÃO: grande parceiro musical de Tavinho, para um pocket show exclusivo com os maiores sucessos da dupla. Imperdível!”

No SEBO BARATOS: Rua 19 de Fevereiro 90, em BOTAFOGO. Das 18h às 21h.

TAVINHO PAES nasceu no bairro do Catumbi (em uma vila que foi demolida dando lugar ao Sambódromo), mas foi criado no subúrbio de Cascadura, onde Dona Odette (sua avó) o levava para as rodas de choro e para os blocos de rancho. O pai, Geraldo Paes de Oliveira, era jornalista. Durante a infância e adolescência morou em vários bairros, entre os quais o Largo do Machado, Ipanema, Ramos, Méier, Flamengo, Grajaú, Madureira, Jacarepaguá, Urca e Bonsucesso. Na década de 1970 estudou jornalismo na PUC-RJ.

No ano de 1973 publicou, mimeografado, seu primeiro livro de poemas, intitulado “Tulipa Negra”. Logo após, entre 1973 e 1975, publicou vários outros livros mimeografados, entre os quais “A Maçã Podre”; “Pelotão de Fuzilamento”; “Pronto para Armar”; “A Pin-up do Marinheiro”; “Hambúrguer do Coração”; “Frágil Tarzan” e “Travesti Bossal”. Ao lado de Torquato Mendonça, Demétrio de Oliveira Gomes, Divana, Soninha Toda Pura e Steve Quest, fez parte do grupo de poetas performáticos “Poema Terror”.

Nos anos 80 foi parceiro de muitos músicos da cena roqueira / new wave, notadamente de Arnaldo Brandão (à época coma banda Hanói Hanói). Trabalhou como editor do jornal “O Pasquim” e publicou outros livretos, tais como “Bang the Boeing” e “Too Soft”.

Nos anos 2000 montou diversas performances poéticas, destacando-se “Poesia Voa”, no Circo Voador. Ao lado de Chacal, esteve muito presente no CEP 20000, desde seu início. Em 2007 publicou o livro “Momossexuais”. No ano posterior saiu “Buzinaí Naif”. Em 2015 apresentou o evento poético-performático “PoeMATRIX”, em vários espaços da FLIP e no evento paralelo à feira, “OFF do OFF da FLIP”. E essas foram só algumas das armaçoes do incansável Tavinho.