Sábado, 13 de dezembro: show de MARCOS VILELLA & OLHOS DE NELSON

Fechando a agenda cultural de 2025 do SEBO BARATOS:

no SÁBADO, dia 13, a partir das 18h:

Um show que levou 52 anos para ser gestado! Uma gestação que começou em Olaria, em meio à boleros e sambas, passa pelos saraus dos colégios de Marechal Hermes, tardes com Hermeto Paschoal no Jabour, rodas de samba no Méier, festivais na Ilha do Governador, show censurado em Madureira, temporada assalariada no Castelão, pagode e rap em Magé e deságua em Botafogo.

Essa é a saga de um carioca que sonhou ser músico profissional, botou o pão na mesa tocando na noite, se viu obrigado a descolar um emprego careta, largou tudo pra ser um quase astro do pagode, vestiu de novo um terno, decidiu fazer faculdade quando já o filho já entrava no Ensino Médio, virou professor de geografia, nunca deixou de estudar (seriamente) música e compor (insistentemente) e que depois de tocar de tudo com tudo mundo: FARÁ SEU PRIMEIRO SHOW SOLO, apresentando suas próprias canções.

MARCOS VILELLA tá na área há muito tempo.

Fez parte das bandas Consciência Profunda, Moral da História, Estranhos de Si Mesmo, Zip Top, Engasgagato, Sambrasa, Voçoroca, Os Inomináveis e Geração. E agora, aos 60 anos, apresenta a banda OLHOS DE NELSON!

Antes & depois do show: seu filho TÚLIO BRASIL ataca de DJ!

No casarão amarelo da Rua 19 de Fevereiro 90, esquina com a Voluntários da Pátria, pertinho do metrô BOTAFOGO.

Entrada Franca.

MARCOS CONTOU SUA SAGA EM ARTIGO publicado no BARATOZINE. Mas pra dar um gostinho, uns trechinhos:

“Conheci Luís Canelhas, baterista virtuoso que me ensinou os ritmos brasileiros – me encantou o baião – e fazíamos um dindim tocando em bares, na noite. Voltei à casa do HERMETO PASCHOAL, agora já com algum currículo. Por uns dois anos nos despencamos para Jabour toda terça e quinta, para assistir aos ensaios dos “meninos”: Márcio Bahia, Jovino, Carlos Malta, Fábio Paschoal, o Pernambuco e o Campeão. Ficava lá, quietinho… vi muitas músicas germinarem naquele lugar, regadas por Hermeto. Estudando com o Luís, tentava tirar aqueles temas complicadas. Um dia o Hermeto nos presenteia com uma partitura de “Série de Arco”: difícil pra caralho! Era o jeito dele dizer: “estuda, menino”!!!

Do instrumental tupiniquim pro punk rock! Foi como membro do Estranhos de Si Mesmos, misturando punk e baião, que tive a glória de ser censurado durante um show na quadra do SESC Madureira, onde o diretor – um coronel da antiga –, já irritado com os palavrões vociferados pelo nosso vocalista, mandou cortar o som ao escutar a banda parceira Pátria Amarga decretar que a morte do Papa seria a solução para todos os males terrestres

(…) Só larguei tudo pela música uma vez mais: eram os anos 90 e montamos uma super banda de pagode lá em Magé, o Sambrasa: 15 cabeças, metaleira, teclado, percussão, som da pesada, e pela primeira vez toquei com som verdadeiramente profissional, em palcos gigantes e para multidões, abrindo shows de Negritude Júnior, Só Pra Contrariar, Katinguelê, Molejo etc. Lógico que era pra esquentar panela, mas era foda ver aquele marzão de gente, e tu descer o sarrafo no baixo e ouvir a sonzêra… Chegamos a  acompanhar o Gabriel Pensador num show no Magé Tenis Clube!

Fiquei doente, tendinite braba, parei de tocar, não fiquei famoso e me vi mais uma vez desempregado. Vendi tudo, nem violão eu tinha mais. Voltei pro tal mercado de trabalho… Foco na família e nos boletos.

Até que meu filho Túlio passou a fuçar meus LPs e se tornou um jovem fã do Ronca Ronca. Túlio vibrava com uns sons que eu e Márcia apresentávamos, e nos devolvia sugestões de indie rock e umas MPBs esquisitas. E eu também me empolgava! E se eu podia aprender a apreciar o Franz Ferdinand e o Hot Chip, talvez pudesse aprender outros novos truques. Fiz o ENEM e quando me formei em Geografia: Túlio ingressava no curso de Jornalismo. Hoje sou professor da rede pública.

Remontei meu arsenal de instrumentos, com uns amigos da Penha e Rio Comprido passei a tocar os clássicos do BRock dos anos 80 e com essa banda, a Geração: tocamos no Sebo Baratos. Nessa mesma noite, 10 anos atrás, encaramos de acompanhar a Carol Delgado, um prodígio de Del Castilho que fez ali seu debut mundial! Fiquei literalmente doente de alegria – fui parar no hospital!(…) Agora, aos 60 anos, foi me dada a oportunidade apresentar algumas composições inéditas feitas ao longo desses anos. para celebrar esse momento, juntamente com a banda OS OLHOS DE NELSON.  O nome será explicado no show! No repertório: canções de amores bem ou mal resolvidos. E dessa vez: sem hospital, garanto! Vai ser só diversão!!!”