Arnaldo Brandão volta à Baratos na SEXTA, dia 12! Com DJ Renato Jkbx (College Rock Party) servindo os aperitivos & as sobremesas.
O show será uma versão condensada do projeto “Brandão 50 anos Convida”, no qual o músico repassa sua carreira de cinco décadas de forma descontraída, entremeando canções emblemáticas com relatos e histórias divertidas de sua trajetória. No repertório, seus sucessos – “Rádio Blá”, “O Tempo Não Pára” e “Totalmente Demais” e “Noite do Prazer”, por exemplo – e outras canções, eventualmente menos “rodadas”, compostas com seu grande amigo e parceiro TAVINHO PAES – que nos deixou cedo demais, no ano passado, aos 69 anos.
“Espectador e protagonista da história da música brasileira, Arnaldo Brandão tem muito o que contar. Ele era pouco mais que um adolescente quando começou a tocar com os Bubbles, sensação dos bailes cariocas, escalada para acompanhar Gal Costa em seu show tropicalista de 1970. Encontrou com Gilberto Gil e Caetano Veloso no festival da Ilha de Wight, na Inglaterra, trazendo de volta amplificadores que deram potência à nova encarnação, mais hard rock, dos Bubbles: a Bolha. Viveu com Mick Taylor (Rolling Stones) em Londres, tocou e gravou com Raul Seixas, Jorge Mautner, Luis Melodia e Doces Bárbaros entre outros.
Fez parte da Outra Banda da Terra de Caetano Veloso (com quem gravou a icônica linha de baixo na música “Odara”) até formar, no começo dos anos 1980, o grupo de funk-reggae-soul Brylho. Dono de sua própria trajetória, Arnaldo montou em seguida a banda Hanoi-Hanoi, que estourou no auge do movimento de rock brasileiro, em 1986, com “Totalmente Demais” – canção sua em parceria com Robério Rafael e o poeta Tavinho Paes, mais tarde regravada por Caetano como faixa-título de seu LP ao vivo. Além disso, foi parceiro em importantes músicas da época, como “Noite do Prazer”, “Rádio Blá “ e “O Tempo Não Para”.
Depois de gravar cinco álbuns com o Hanoi-Hanoi, Brandão iniciou carreira solo com o CD “Brandão e o Plano D” (2001), “Ao Vivo” no Espaço Sérgio Porto (2003), “Amnésia Programada” (2010) e “Psicopop” (2020), além de ter pilotado o CD da volta da Bolha em 2006.” (Sílvio Essinger)
É NA SEXTA, dia 12, a partir das 18h.
NO SEBO BARATOS: Rua 19 de Fevereiro 90, esquina com Voluntários da Pátria, pertinho do metrô BOTAFOGO.

UM ADENDO SIGNIFICATIVO: Arnaldo Brandão e a Baratos tem tudo a ver: e não só pela livraria ser vizinha do estúdio Hanoi Hanoi. (O sebo fica nas costas da Adega da Velha, que fica em frente ao estúdio batizado com o nome da banda que Arnaldo teve nos anos 80 e 90. Ruas 19 de Fevereiro e Paulo Barreto.) O livreiro Maurício Gouveia decidiu fazer faculdade no Rio porque aqui viviam seus artistas prediletos, e aqui estavam vários colegas fanzineiros, com quem já se correspondia. Seu último zine foi o Poemanão!, e sua primeira noitada com seus ídolos teve a participação de Tavinho Paes:
o poeta era também amigo de Byra Dorneles, técnico de som, produtor e zineiro. Era 1997: Maurício foi encontrar Byra no Bracarense e teve a sorte de sentar à mesa também com Tavinho, Millôr Fernandes e um dos irmãos Caruso (o taubateano de 18 anos não teve coragem de perguntar com qual deles bebia). Millôr tinha prometido, num texto publicado na revista Bundas, tacar um ovo em Roberto Campos, caso ele fosse eleito para a Academia Brasileira de Letras. E tinha então que cumprir a promessa: e reunião no Braca tinha por objetivo contratar o segurança do bar do Leblon para escoltá-lo na missão. Contratação feita, ficaram Maurício, Byra e Tavinho: que fecharam o Braca, e na sequência o bar Manguaça.
Ademais: Maurício é um grande fã do Arnaldo Brandão, da Bolha aos excelentes álbuns solo lançados recentemente, passando pela Brylho e pelo Hanoi Hanoi.
