LIVROS: poesia & ficção em geral

“NUNCA O NOME DO MENINO”, de Estevão Azevedo
Um finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura 2009. O romance usca dialogar com obras da tradição literária ocidental, especialmente do século XX, nas quais é representado o rompimento da fronteira que separa as personagens dos livros e seus próprios autores. Quando colidem essas duas instâncias da literatura, normalmente distantes - de um lado o escritor, com poder de vida e morte sobre sua criação, de outro as personagens, títeres trabalhando cegamente em favor da obra - a narrativa entra em xeque e o leitor é levado a refletir sobre o caráter ficcional de sua própria vida. André Gide, em Os moedeiros falsos, Miguel de Unamuno, em Névoa, Luigi Pirandello, em Seis Personagens a procura de um autor, e Jorge Luis Borges, em Ficções, utilizaram-se desse “curto-circuito” narrativo na sua arte de contar histórias. Em Nunca o nome do menino, a personagem principal, uma mulher, nos relata os dias de sua vida que se seguiram ao momento em que ela descobre seu status de personagem de uma ficção que não aprecia e cujo autor despreza.
R$ 20,00
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“VALE DO RIO PRETO”, de Renato Amado
Realismo Fantástico revisitado? Mas e esse senso de humor tão particular? Memorialismo ? E essa profusão de personagens? Aqui, o protagonista é o próprio lugar, com uma personalidade muito especial, que só poderia nascer numa imaginação que não se cansa de percorrer grandes distâncias e tornar afim o que parecia díspare. Renato Amado é carioca, autor dos contos “O Flaneur” e “Amor”, publicados nas antologias “Humano, humano demais” e “Agreste Utopia” em função de premiações em concursos literários. Participou da antologia “Clube da Leitura: Modo de Usar, vol. I”. É fundador, administrador e colaborador do site de literatura, fotografia e artes plásticas, Caneta, Lente & Pincel.
R$ 25,00
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“CABEÇA, TRONCO E VERSOS”, de Vitor Colonna
Uma década após “Sujeito Oculto”, o poeta lança seu segundo livro. Será que ele ainda concorda com um de seus poemas do século passado? “Quanto mais sei / duvido. // Nada me é gratuito / tudo é intuito / e intuição. // Palavras se conjugam / versos declinam. // Vida é primeira pessoa do plural.”
R$ 20,00.
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Capa do livro não disponível por enquanto. Imagem ilustrativa extraída do blog de Mariel:
http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/
“COSMORAMA”, de Mariel Reis
Mariel é um guerrilheiro da escrita. Basta lhe convidar pra uma boa farra literária, que ele saca um novo livro do bolso. Nem que seja um com 40 páginas, em formato bolso, ao preço de um milkshake, para provar que sua escrita corre muito mais veloz do que nossa minguada indústria editorial. Carioca, cursou Letras na Uerj. Participou das antologias “Paralelos: 17 contos da nova literatura carioca” (Agir) e “Prosas Cariocas: uma nova cartografia do Rio” (Casa da Palavra). Estreou com o livro “Linha de recuo e outras estórias” (Paradoxo). Acabou de lançar a antologia de contos “John Fante trabalha no Esquimó”.
R$ 5,00
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“UMA LEVE SIMETRIA”, de Rafael Bán Jacobsen (Isto Não É Uma Editora)
“É por meio de imagens poéticas, do cuidado com as frases e do acurado desvelo com a palavra que Rafael Bán Jacobsen conta a história dos adolescentes Daniel e Pedro. Os dois desenvolvem uma relação de amizade e amor que, através de desencontros e dificuldades próprias, cresce em paralelo a outra intensa amizade: a de Davi e Jonatã, recontada com delicadeza e sensibilidade.”
Rafael Bán Jacobsen nasceu em 1981, em Porto Alegre. É autor de Tempos & costumes (Ed. Alcance, 1998) e Solenar (Ed. Movimento, 2005), ambos agraciados com o Prêmio Açorianos de Literatura (destaque em narrativa longa e melhor narrativa longa). Participou de diversas coletâneas, entre elas Ficção de polpa, volumes 1 e 2 (Não Editora, 2008). É físico, professor, pianista e escritor. Trabalha, atualmente, com pesquisa em cosmologia e em física nuclear e de partículas na UFRGS.
R$ 25,00
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“O PROFESSOR DE BOTÂNICA”, de Samir Machado de Machado (Isto Não É Uma Editora)
“Eduardo Rotgeller está chegando ao fim de uma longa e insípida carreira acadêmica. Seus alunos o detestam e seus colegas o ignoram. Agarrando-se a uma inesperada possibilidade de sucesso, ele está disposto a suportar tudo, da convivência com um rival ao desinteresse de seu bolsista, para deixar uma marca no mundo.”
Samir Machado de Machado nasceu em 1981 em Porto Alegre (RS). É publicitário, designer gráfico e um dos criadores da Não Editora. Idealizou e organizou a coletânea Ficção de polpa (volumes 1 e 2, Não Editora). Seu conto Os expressionistas foi adaptado para curta-metragem por Frederico Cabral. O professor de botânica é seu livro de estréia.
R$ 18,00
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“Alex Castro é o autor de alguns dos melhores, mais instigantes e polêmicos textos da blogosfera brasileira. Alguns desses textos pularam da internet para as páginas impressas, viraram os livros de crônicas Liberal Libertário Libertino e Radical, Rebelde, Revolucionário – Crônicas Cubanas. Alguns de seus contos também já haviam escapado pelo blog, quando ele decidiu reunir todos no volume Onde perdemos tudo. Esses três livros são deliciosos, mostram capacidade arguta de observação; o ponto de vista sempre inesperado; a redação límpida, direta ou estilosa, conforme pede cada tema, deste ex-carioca, ex-rico, ex-casado e podólatra obsessivo.
Mas antes de todos esses, houve “Mulher de um homem só”, seu primeiro livro, um romance, que ele colocou para donwload grátis e ofereceu para algumas das mais importantes editoras brasileiras – recebendo o não de todas elas. Frustrado, mas nunca abatido, Alex insistiu que aquele era seu melhor texto entre todos os que já tinha escrito – e insistiu em oferecê-lo para as editoras durante oito anos. Isso mesmo: oito anos! Nesses oito anos, mudou o cenário editorial brasileiro – e mundial, pois não? Amigos lançaram livros por grandes selos e não obtiveram retorno financeiro ou de qualquer outro tipo. Sendo assim, Alex decidiu colocar também esse texto no papel de maneira independente.
Pois eu li esse livro em 2002, quando escrevi uma resenha sobre o então e-book para o extinto site Tiro&Queda. Continuo achando a mesma coisa que achava há sete anos: a história é ótima, nova, fresca, atual, contemporânea mesmo, mesmo explorando o batido tema do triângulo amoroso (na verdade, é um triângulo-sem-ser, tem algo de Platão ali, mas também de Molly Bloom e as coisas não são claras – propositalmente – no sentido de esclarecer tudo).
Mulher de um homem só tem grandes momentos de humor e reflexão sobre a transição da adolescência para a vida adulta. Tem neuras femininas e desencanações masculinas em conflito. Tem humanidade e experimentação literária. Tem equilíbrio.
Sim, o livro tem pretensão, como todos os textos de Alex Castro. E não há nisso nenhum mal, ao contrário: pretendendo escrever e viver de sua escrita, querendo ser um autor lido e considerado, exigindo de si e dos leitores os meios para obter seus objetivos, Alex se torna um caso único na literatura brasileira. Um caso único em que a pretensão está casada com a qualidade. E não há terceiro elemento para separá-los.”
Resenha de Luiz Biajoni para o site “Amálgama”.
R$ 16,00
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“CAPOEIRAGEM”, de Guilherme Preger
O boa praça Guilherme pensa que é engenheiro formado pela PUC e que trabalha numa estatal de energia. Pensa que estudou Letras na UERJ e escreveu uma dissertação sobre Augusto dos Anjos. Sabe que, depois de dois anos escrevendo Clube da leitura, e tendo participado da antologia “Modo de Usar, Vol. 1”, além de poeta é também prosador. (Na verdade, um grande contador de histórias.) Guilherme Preger pensa ainda que escreve contos e aforismos filosóficos. Pensa que é pai do Mateus. E Guilherme seguirá assim, com prazer, pensando vida afora.
R$ 10,00


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