
Bom.
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Os recados são vários, mas os elencarei mais abaixo. Hoje peço paciência do leitor, porque acordei disposto a escrever. Culpa do livro que estou carregando atualmente na mochila e de um show que testemunhei na última quinta-feira.
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E CORRA, COMPADRE.
PORQUE SE VOCÊ DEIXAR PASSAR O “DEIXA QUEIMAR”,
TALVEZ SOFRA UM ARREPENDIMENTO SÓ COMPARÁVEL AO DE QUEM, EM 67 OU 68, NÃO DEU BOLA PRA CAETANO, GIL, MUTANTES, TOM ZÉ & OUTROS TROPICALISTAS!
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Agora, de sombrancelhas arqueadas, você deve estar tentado a apagar este e-mail, por julgar que uma opinião tão deslumbrada deve ser indigna de confiança. Pois saiba que estou sendo exatíssimo, e narrarei minha aventura de quinta-feira para que você se convença:
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Fui até o Espaço Multifoco, na Lapa, atiçado por grande curiosidade, porém com a pulga atrás da orelha. Convivi com dois membros do grupo, o Negro Léo e o Luís Augusto, que trabalharam recentemente no sebo, e vi o entusiasmo deles por jazz barra-pesada (o Coltrane mais fusion, por exemplo) e por gente hermética e acrobática, como o Hermeto Paschoal. O que mais havia me instigado eram 3 fatos: 1) o interesse deles também por samba e outras brasilidades, 2) as leituras e escritos de Luís sobre filosofia e estética (ele é estudante do IFCS) e 3) o Grupo ter sido formado pela aproximação de outras 3 agremiações pré-existentes – uma mini-orquestra de metais, um conjunto vocal e um trio de “samba-rock-psicodélico” (mais a Ava Rocha, que chegou depois). Apostava minhas fichas todas que o lance seria chato, por mais impressionante que fosse a densidade e riqueza da música.Estava absolutamente errado.
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Chovia às pampas na quinta, a Lapa estava às moscas, eu estava 1 hora e meia atrasado, mas quando cheguei o lugar estava abarrotado. Pela fuça do povo e pela diversidade de idades, achei que fossem colegas e professores, que os músicos fossem estudantes do Villa-Lobos ou da Uni-Rio. Outro engano: são todos autoditatas.
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Perdi a primeira peça – que soube depois ter usado elementos de eletrônica – e a segunda começou depois do guitarrista, Gabriel, ter se posicionado de frente pro palco, como se regendo o trio de metais (mais com o olhar do que com gestos). Estrutura repetitiva, improvisos harmônicos, intervalos progressivamente estranhos e uma melodia muito simples. (Kraurock? Música serial?) Tudo com muita calma. Depois de uns 3 minutos a guitarra começou a pontuar, e em seguida baixo e bateria entram em cena. Os saxofones e o clarinete começam então a entortar, a soltar o verbo – jazz, certamente. Durante o show todo, a cozinha permaneceu discreta, como se estivesse encarregada de costurar os números, improvisando muito e milagrosamente entregando as viradas e batidas estritamente necessárias para que os outros músicos brincassem. Era como se o baterista e o baixista fossem aquelas gatas de meia-arrastão que assessoram os mágicos em seus espetáculos.
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Aliás, o guitarrista Gabriel Balleste é um fenômeno à parte, não apenas por ser do tipo raro, sempre baixando o volume do seu instrumento ao invés de aumentar, como fazem usualmente guitar-heros natos. Quando os organizadores do Sala 126 (o evento que os havia escalado) abriram o microfones para perguntas da platéia à banda, minha vontade era pedir pro Gabriel jurar de pés juntos que jamais atearia fogo à própria mão. Porque foi o que fez o incrível Lanny Gordin, o guitarrista ícone do Tropicalismo, grande responsável pela criação de uma escola orgulhosamente tupiniquim, mas que absorveu o punch e os pedais do rock, tanto quanto os fraseados jazzísticos e a riqueza harmônica da bossa. Um cara até mais crucial pra MPB do que o Pepeu Gomes. O santo do Lanny parece baixar no Gabriel - mas não se assustem, Lanny voltou à ativa e está feliz e saudável em Sampa… O fato do Gabriel ainda não ser tão festejado e solicitado quanto o paulista Catatau (do Cidadão instigado) é só mais uma prova de que o Rio de Janeiro está mesmo em ruínas, quando se trata de mercado cultural.
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Foi na canção cantada em inglês por Ava Rocha que Gabriel se soltou mais, e meu queixo escorreu escada abaixo do sobrado da Multifoco. (Ok, Ava pode não chegar lá, mas pelo menos ela aponta para a direção certa, sabe pra onde ir, e, com uma banda de apoio dessa, as limitações vocais da herdeira passam desapercebidas.) São poucas as canções propriamente ditas do show, com estruturas mais… hum… “caretas”. Não dá nem pra falar em estrofe e refrão. Aliás, posso até transcrever aqui as letras das 2 canções que, pra mim, foram os pontos altos da noite.
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Luís Augusto assina a canção que ele me disse chamar-se “Baratos”. Eis a letra, na íntegra:
“Conversa de fila de banco / Catolicismo é Mulata / Capitalismo / Rebola, rebola, rebola”
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Mas peço que tente imaginar como ele apresenta esse “quase-samba-rock”: vestido apenas com um casacão de estivador, de pernas nuas, cara pintada com algumas linhas em verde fosforescente, sentado com as pernas cruzadas como um João Gilberto lânguido, berrando mil caretas que ressaltavam sua bela arcada dentária de negão:
“COOOOONVERSA DE FILA DE BANCO!!! / catolicismoémulataCAPITALISMO! / REBOLARECOLAREBOLAREBOLA REBOOOOLA REBOLAREBOLAREBOLAAAAAAAAAA!!!!!!!!”
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Em seguida Negro Léo organizou o coro e apresentou sua composição “O Petróleo é de quem for mais preto”, cujo letra consista, na totalidade, em:
“O Petróleo é de quem for mais preto”
Os dois já haviam me falado da pesquisa para desenvolver a “canção-slogan”, que tenta reduzir a palavra ao mínimo dentro da canção, mas com o máximo rendimento em termos de significado. Cinco vozes e a bateria batucando, aparentemente pela primeira vez, já que o Daniel Fernandes estava quase indo tomar uma birita, quando Negro Léo pediu sua adesão naquela número. Negro Léo foi o cantor principal e o maestro, circulando entre os outros cantores, cochichando em seus ouvidos e alterando os rumos da música. O Rogério Duprat do coral de vozes!
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Esse é o grande barato do DEIXA QUEIMAR: não se trata se uns caras apresentando a música que eles criaram anteriormente, mas sim de músicos criando música no ato, diante da platéia e segundo as circunstâncias acústicas, etílicas, ácidas e mutantes do momento e do lugar.
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VEM DAÍ O RESULTADO RARO E MARAVILHOSO DO SHOW: COMUNICAÇÃO TOTAL com a platéia!
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Vem daí também o desconforto dos organizadores do Sala 126, uma iniciativa que merece muitos aplausos, mas que teve dificuldades em adequar o trabalho do Deixa Queimar no formato do evento. Os números deveriam ser entremeados por entrevistas, que depois constarão na revista que será lançada com o CD encartado, registrando o show. Só que a platéia, extasiada com a música, e os músicos, tão focados no som que estavam lapidando e gestando com seus instrumentos (mesmo que seja o gogó), não queriam saber de palavrório. Na verdade, era bastante ridícula a insistência dos apresentadores em fazer um talk-show com aqueles músicos incrivelmente competentes, que tanto já haviam discursado com o colorido e o eloqüente de seua música. A platéia, à vontade com o esquema verdadeiramente interativo do espetáculo (que apertar botões que nada!), berrava e vaiava impacientemente, voraz de mais música.
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(O Luís Augusto, por exemplo, até tem muito a dizer, sobre as questões mais cabeludas, e com muita bagagem pra sustentar suas concepções estéticas. Aquele simplesmente não era o lugar, nem a hora. Abaixo segue um trecho de um texto publicado na página deles do My Space.)
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O “Deixa Queimar” lembra também o disco gravado em 1976 por um time de monstros da “música livre brasileira”: Waltel Blanco, Joyce, Nivaldo Ornelas, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Edson Maciel, Franklin da Flauta e Wagner Tiso, entre outros. Foi na verdade a trilha sonora do documentário “Trindade: Curto Caminho Longo” de Tânia Quaresma gravaram faixas representativas de diversas regiões do Brasil, mas cujo conjunto sempre achei soar como uma celebração da comunidade hippie do litoral sul fluminense.
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OU SEJA: OUÇA, CORRA ATRÁS!
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Eles farão uma temporada no Hotel Paris, sempre às sextas, começando em 5 de março. Eles são:
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Eurico - sax tenor
Maurício - sax alto e flauta
Igor - sax soprano e flauta
Ava Rocha, Maria Flor, Luis Augusto, Ana Luiza, Mariana de Moraes e Negro Leo - vozes Surian - efeitos eletrônicos analógicos
Felipe Ridolfi - efeitos eletrônicos digitais
Claudio Tammela - iluminação
+ O TRIO EXTRAORDINÁRIO:
Gabriel Balleste (guitarra), Pedro Dantas (baixo) e Daniel Fernandes (bateria)
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Mais informações em (as gravações lá disponíveis são toscas demais, não julgue o trabalho por elas):
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http://www.myspace.com/deixaqueimar
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(Me senti mal apenas devido à culpa que senti por ter empregado o Luís e o Léo na livraria. Artistas como eles devem dedicar-se integralmente à arte, passar o dia inteiro criando… É um sistema econômico criminoso este nosso, em artistas como eles tem de bater ponto pra arcar com a sobrevivência, e eu fui cúmplice do sistema. Que Deus me perdoe por mais essa.)
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Maurício Gouveia
gerente do Sebo Baratos da Ribeiro
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“PALAVRÓRIO
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O cancioneiro atual foi violentamente liberado numa onda — errada — de auto-proclamação gratuita, bajulação e narcisismo se abatendo sobre a consciência moral e inteligência do mercado. Longe, lá bem longe do panegírico de nossas velhas comprazedoras e indulgentes, onde avalia-se com diligência os caminhos a serem tomados pela canção, sucessivas gerações acostumadas no culto histérico da personalidade de music-hall reagem à nossa turma … ah! Como precisamos de nossas velhas complacentes… Não há nenhum obscurantismo no aparelho onde deve-se entrar. A relação entre uma programação de rádio, gêneros cancioneiros, autoridade maternal de nossas velhas, controle-descontrole de qualidade, público, etc., contém tendências objetivas de monopolização dos recursos e de sua disposição no aparelho. A aparelhagem digital não vai fazer milagres com o marshmallow da indústria cultural: não vai dar pra todos. O diletante recalcado, quem vos fala: Ao invés de entrar e sair de estruturas como um menino entra e sai de um labirinto temático de parque de diversões, certo de que a indústria fonográfica não acompanhará nossos esforços na persecução de novas formas de cancioneiro e nem os de outros ilustres desconhecidos, que a má consciência desses businessmen, aliada ao paternalismo de nossos caciques culturais, refugou do comércio de discos, que diga-se de passagem, espera em pânico seu apocalipse, vamos assumir uma única estrutura na qual nossa posição é inoportuna, precária e instável, ou numa palavra-valise: imprecisável.”
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TRÊS MULHERES DE TRÊS PPPÊS”
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Fazia tempo que uma leitura não me prendia tanto. A última foi a biografia de Wilson Simonal – 600 páginas devoras em uns 10 dias.
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O livro que me deixou eufórico é o “Três mulheres de três pppês”, ao qual fui atraído casualmente pela beleza da edição e da capa em especial (a Cosac & Naify não brinca em serviço!). Reconheci vagamente o autor como figura ilustre e familiar, mas estranho ao universo da ficção.
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Numa consulta na wikipedia aprendi que Paulo Emílio Sales Gomes (1916-1977) foi um dos maiores críticos e historiadores do cinema deste país, tendo inclusive criado o primeiro curso universitário brasileiro na área, na Universidade de Brasília – suspenso depois da maioria dos professores terem sido cassados pelo governo militar. (Paulo também foi preso, pelo governo de Getúlio Vargas, depois da Intentona Comunista de 35, e passou uns anos na França.) Fundou o primeiro cineclube brasileiro (fechado pelo DIP, no Estado Novo), dirigiu a filmoteca do MASP e as mostras que organizou na capital deram origem ao Festival de Cinema de Brasília. Foi professor da USP, casou-se com Lygia Fagundes Telles e toda sua obra ficcional se resume a 3 contos longos, escritos já na velhice.
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Para que vocês entendam meu encantamento com o estilo démodé, sutilmente irônico e de uma afetação curiosamente pequeno-burguesa de Paulo Emílio, transcrevo para vocês um trechinho do segundo conto, “Ermendarda com H”:
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“Uma experiência de juventude, moralmente dolorosa, fizera de mim um homem atento e delicado, um pouco tímido, convencido de dever mais aos outros do que eles e eu próprio a mim. Minha perspectiva de vida conjugal era simples, serena e saudável. Trabalhar o dia inteiro para aumentar o patrimônio. Uns dois filhos. Aos domingos e feriados, passeios instrutivos. Férias anuais em praias tranqüilas. Mais tarde, quando a guerra acabasse, viagens. Alguma aventura que se oferecesse seria colhida, algo ocasional, sem perigo de continuidade. Em suma, meus sonhos juvenis de suprema elegância, poder e cultura, tinham se reduzido a um nível bem paulista. (…)
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Poucos como eu se dispuseram a ser tão bom marido, esta foi a origem do cataclisma. Ermengarda, entre outras mulheres erradas, foi a colocada no lugar mais certo: ao meu lado. Minha companhia fê-la florescer e frutificar com rara plenitude. Nunca um homem só deveu tanto aborrecimento a uma só mulher.”
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Pois esse é o livro que estou levando para a primeira rodada do
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CLUBE DA LEITURA
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de terça, dia 9 de março, que tem início às 20h (pô, galera, olha a pontualidade!). Mas pra explicar como funciona, deixa eu contar como foi a reunião do dia 22 de fevereiro.
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Na primeira rodada foram lidos trechos de Fernando Pessoa (pois é, ele escreveu contos também), Shakespeare, Júlio Cortazar, Hemingway, Stanislaw Ponte Preta, Aldous Huxley, Natércia Pontes e Campos de Carvalho. Além de um trecho de “Eu rceberia as pores notícias dos teus lindos lábios”, do Marçal Aquino, que foi escolhido como o mote do desafio desta semana.
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Já segunda rodada entraram na peleja o Daniel Matos, o Ricardo Soneto, o Gustavo, o Igor, o Antonio Júnior, a Ágata Sousa e a Poliana Paiva. Mas contabilizados os votos da galera, saíram vencedores o outro Guilherme (o ator) e a Maíra Fernandes de Mello.
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“O homem da sua vida”, de Maíra, será publicado no blog na segunda-feira:
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www.baratosdaribeiro.com.br/clubedaleitura
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Então é isso: bote seu livrinho de contos ou romance debaixo do braço e venha beliscar umas pataniscas do Pavão, tomar um gorózinho e venha prosear no:
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SEBO BARATOS DA RIBEIRO
Rua Barata Ribeiro 354, Copacabana
Tels. (21) 2256 8634 ou 2256 8634
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Aproveite se programe:
TODAS AS DATAS DOS CLUBES EM 2010:
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CLUBE DA LEITURA
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Março - 9 e 23
Abril - 6 e 20
Maio - 4 e 18
Junho - 8 e 22
Julho - 6 e 20
Agosto - 3, 17 e 31
Setembro - 14
Outubro - 19
Novembro - 9 e 23
Dezembro - 7
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CLUBE DO VINIL
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Agora mensal, sempre na quinta-feira mais próxima do dia 15 de cada mês:
18/3, 15/4, 13/5, 17/6, 15/7, 12/8, 14/10, 18/11 e 16/12.
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Excepcionalmente em setembro, devido do Festival de Cinema, no dia 2
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TEM GRITO ROCK NO CIRCO VOADOR
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Um dos Festivais mais importantes do país, que começou bem longe do eixo Rio-São Paulo, de forma cooperativa entre a galera engajada na produção roqueira independente, e que acabou se transformando numa iniciativa internacional, com presença em várias capitais do Brasil. E que hoje reúne artistas de vários campos, não só rock e nem só da música.
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SOBRE A PROGRAMAÇÃO CARIOCA:
(texto tirado do site oficial do evento)
A edição desse ano do Grito RJ traz ao todo 14 bandas e artistas solo, que tem entre seus destaques as bandas Móveis Coloniais de Acaju (DF), que traz o show do CD “C_MPL_TE”, considerado pela Rolling Stone um dos “5 Melhores CDs de 2009”, e Velhas Virgens (SP), que faz show de lançamento do CD “Ninguém beija como as lésbicas“. Outros importantes nomes do circuito alternativo vão se apresentar no evento. São eles: Madre (Petrópolis, RJ); Motherfunk (Niterói); Sabrina Ribeiro (Niterói); Katia Dotto (RJ), esta última faz show de lançamento do CD “Amabile”; Aumumana (RJ), Wander Telles (RJ), Sabonetes (SP), fazendo show de lançamento do CD homônimo; Tereza (Niterói), banda vencedora do Festival Universitário da MTV de 2009; Os Abreus (RJ); Martiataka (Juiz de Fora, MG), fazendo show de lançamento do CD “À Moda do Caos“; 11:11 (RJ), marcando a estreia da banda paralela de Tchello, baixista do Detonautas, e Cabaret (RJ), fazendo show de lançamento do CD “A Paixão Segundo Cabaret“.
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Além dos shows, o Grito Rock RJ também traz apresentações de DJs e VJs. O DJ Uno se apresenta em Niterói (25/2) e no Circo Voador (26/02). Nos dias 26 e 27, o evento conta com apresentações dos VJs Mago e Helinho, produtores da “Festa do Baco”. No dia 27, é a vez do o DJ Renatinho Jukebox, que comanda a bem sucedida festa “College Rock Party“.
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O evento ainda promoverá exposição de fotografias e Guitar Hero liberado no telão. Em parceria com a ONG Viva Rio, a produção do evento vai arrecadar alimentos para serem doados aos desabrigados da Baixada Fluminense.

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Ah, E TEM FEIRA DE VINIL NESTE DOMINGO
em São Paulo.
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Trata-se da feira organizada pelo Big Papa, da Galeria Nova Barão. Esta feira está na sua terceira edição e é mais roqueira e de perfil mais jovem do que a mais tradicional, do Tangerino. Haverá um stanb da BARATOS DA RIBEIRO lá, com o Marcos Spacecake comandando a tropa. Leia no blog “LongPlay Brasil” uma resenha sobre a loja paulista de discos:
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http://longplaybrasil.wordpress.com/2009/09/25/especial-big-papa-records-sao-paulo/
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Ah, as fotos utilizadas do coletivo Deixa Queimar foram clicadas por Tainá Del Negri.