O amor te fode todo, diante da sociedade, da família, do trabalho. Chega sorrateiro, e te passa a perna. Você se torna um bobo, um Zé Ninguém, um escravo diante daquele mar, daquele gigante que entra em ti. À você contra o mar! Você chora, você grita, lastima, mas não adianta, é ilusão. Quanto de choro se precisa para se esgotar um mar? E um dia você acorda e diz, com seu pensamento psicanalizado, entubado de Freuds contemporâneos, e todas as frases de impacto dos livros de Auto-Ajuda (Sim, porque até a isso, final dos tempos, socorro, você recorreu): Esse sentimento não vai mais me dominar, eu estou no controle! Há há há há há há
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