
Após cometer suicídio, desci as escadas do hotel utilizando apenas os cotovelos e os joelhos. Fui até a farmácia mais próxima e perguntei se eles tinham algum remédio.
“Algum remédio? Mas aqui é uma farmácia, qual remédio você quer?
“Qualquer um.
“Qualquer remédio?
“Isso.
“Desculpe, mas nós não temos remédios aqui.
“Nenhum?
“Nenhum.
“Nem uma aspirina?
“Nem uma aspirina.
“Mas aqui não é uma farmácia?
“Sim.
“Então como não há nenhum remédio aqui?
Ele me respondeu entoando uma velha canção medieval que falava sobre os quasares e as constelações distantes, nas fronteiras do universo, e sobre como ele amava a arte de confeccionar cestos de vime.
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