
Subindo as escadas em direção í s portas do céu, ainda desorientada pelas drogas em seu sistema, se encontrava Amy Winehouse. Ela se questionava sobre a origem da vida enquanto subia cada novo degrau. Estariam os documentários de Richard Dawkins que ela assistia na BBC quando se encontrava sóbria – geralmente depois de uma boa foda e um bom miojo -, errados? Estariam seus ancestrais, aqueles russos judeus bêbados, que gostavam de cortar parte do peru das crianças, enquanto não dançavam a polca, errados? Seria realmente o além mundo, tão refutado por Nietzsche, um filme hollywoodiano protestante? Muitas dessas questões passavam pela mente da jovem Winehouse, mas tudo que queria na verdade era tomar um bom trago. Um bom trago, seguido de um banho numa hidromassagem. Porém, todas suas dúvidas se dissiparam em mais confusão, quando após subir o último degrau, viu ao lado das portas do céu, Maomé. Segue-se aqui uma representação pictória de Maomé:
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Como podemos ver em sua representação, ele está nu e não é dotado de testículos, o que deixou a jovem ainda mais confusa.
Maomé: Pode chegar, pode chegar, a diversão está só começando! Qual o seu nome, minha jovem de cabelo engomado?
Amy: Amy!
Maomé: Vamos ver, vamos ver! Deixe eu pegar meus óculos. (escolhemos não descrever da onde Maomé tirou seus óculos) Aqui está: Amy Jade Winehouse! Pode entrar, pode entrar!
Amy, então, passou pelas portas do céu. Lá dentro, pegou um táxi e pediu para ser levada até deus. O motorista, Adenoid Hynkel (leia esse nome lentamente e com ênfase, se não fez da primeira vez faça agora, depois sorria e acene), primeiro tossiu, depois pigarreou, depois olhou-a com um cara severa, depois tossiu mais um pouco, depois fez um movimento de pesar com a cabeça, depois tossiu mais um pouco, depois tomou um xarope, depois sorriu e disse: ok! Levaram 33 minutos para chegar até a casa de deus. Teriam sido 30, caso não houvesse uma perturbação no caminho causada por um caminhão carregando resíduos tóxicos, que depois de um bueiro explodir ao seu lado, quase atropelou um velho, cegando o jovem que o salvou, além de intoxicar algumas tartarugas nos esgotos. A casa de deus era um grande templo grego, com grandes colunas seguindo um corredor até uma porta de madeira. Batendo a porta, abriu-se uma pequena janela, onde uma velha senhora que parecia um dos membros do Monty Pyton, apareceu:
Terry Jones: Você não pode entrar de táxi aqui!
Adenoid Hynkel: À, bela senhora, sinto muito por minha imprudência!
Adenoid se deu um tapa e, então, foi embora desolado, puxando os cavalos de seu táxi. Mal sabia Amy, do amor secreto de Adenoid por aquela velha senhora. Nem iria saber, porque ela estava pouco se lixando. (Na verdade, eu também, nem sei porque mencionei.)
Terry Jones: O que queres aqui, minha jovem de cabelo engomado?
Amy: Quero falar com deus!
Terry Jones: À…. ó…. ó… ó…. (se esses “ós” não tiverem uma boa ênfase, vou ficar decepcionado) Ahhhh… Ok, pode entrar!
Amy: Beleza!
Eric Idle: Porém, antes de você falar com ele, minha querida, você pode me responder uma pergunta?
Amy: Sim, pode falar.
Eric Idle: Você pode me dizer as últimas do Ozzy Osbourne?
Amy: Não.
Graham Chapman: Que pena, você pode seguir por aquela porta então!
Amy fez o que aquela velha senhora disse, e ao atravessar a porta deu de cara com deus, um gigantesco gato cinza chamado Tom. Lá estava aquele que poderia responder todas as suas perguntas. Porém, antes que pudesse perguntar a Tom sobre a origem da vida, seu cabelo engomado começou a se remexer, e dele saiu Jerry. Tom primeiro o olhou com espanto, depois com fúria, aí saiu correndo atrás de Jerry Seinfeld. Imediatamente a existência se desfez.
O leitor, espantado, levantou os olhos do papel e olhou para os lados tentando averiguar o que tinha acontecido (faça isso desolado!). Fim.
“Estarei sozinha? Não quero ficar sozinha!” pensou a folha de papel em branco. “Não, não, estou aqui com você!” respondeu a tinta preta das letras. “Ahhh… ahhh… não você, você só sabe me bolinar!” “Prefere ficar sozinha?” “Hum… não sei.” “Além disso, temos de desenvolver um texto címico, logo deixe de ser fresca!” “Não sou fresca, você que é uma insensível. E que história é essa de desenvolver um texto címico. Não sinto nenhuma comicidade em mim, só tragédia.” “Ai, o que foi agora?” “Qual é a razão de ser uma folha de papel, me diga, que valor isso tem?” “Sério, o que aconteceu com você? Você só me vem com essas besteiras quando algo aconteceu!” “Insensível! Besteira é a mãe! Tudo está na sua cara e você nunca me compreende!” “Então me faça compreender!” “Hum… você já sabe, e só está se fazendo de desentendida!” “Meu deus, não, eu não sei, e eu estou aqui te pedindo para me dizer o que te levou a essa última crise.” “Crise, que crise? Eu não tí com nenhuma crise. Vai, me deixa sozinha!” “Pára, por favor!” “Me deixa, já disse, não preciso de você!” “Como assim? A gente nem estaria se comunicando caso não fosse eu aqui em cima de você.” “Exatamente, então pode ir embora e me deixa em paz!” “Ai…” “Ai uma ova!” “Pára!” “Você já notou que tem alguém me tocando nesse exato momento com uns dedos gordurosos, hein? Você já notou que a cada frase cospem um pouco em cima de mim, hein? Hein? Hein?” “Ai… meu deus!” “Não, é claro que não, porque você só se importa com sigo mesma, querendo desenvolver um texto címico. Então, pega esse texto e enfia!” “Pára com isso, já disse da última vez que não vou te deixar!” “Pois deveria, eu estaria melhor assim!” “Tá bom, desisti, não quero mais desenvolver texto nenhum!” “Não me interessa!” “Droga, pára com isso!” Sem resposta. “Fala algo!” Sem resposta. “Droga, tá bom!”
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2 respostas
Oi Daniel, achei muito legal o site…mas, até agora não consegui descobrir onde é a Livraria ou onde são os encontros (nem no facebook, nem aqui no site). Onde vcs estão ? Abs,
Oi, Sônia!
Somos do Rio de Janeiro, o encontro acontece no Sebo Baratos da Ribeiro, em Copacabana.
Nossa página no facebook é esta aqui: http://www.facebook.com/profile.php?id=100001525355798
Estou te adicionando lá, ok?
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