
O Universo em que vivemos é um lugar muito bizarro, porém não tão bizarro quanto o Universo vizinho ao nosso. Nele existe apenas um planeta habitado por seres vivos. Alguns dos outros planetas desse universo possuem seres que deixaram de viver a pouco tempo ou seres que nunca estiveram exatamente vivos. Todos os outros planetas simplesmente não possuem nenhum tipo de existência em si, sendo incapacitados de suportar a vida ou sequer a não vida de qualquer ser. Simplificando, no universo vizinho existe também um planeta Terra, só que os seres que o habitam sabem que não estão sozinhos em seu Universo. O que ocorre é que os outros seres apenas não estão no mesmo plano existencial que eles, mas mesmo assim tem ciência da sua presença no espaço extra buraco negro, ou seja no meio. Simplificando mais ainda, o Universo vizinho ao nosso é extremamente bizarro. Vamos entender mais sobre esse estranho lugar a partir da conversa entre dois polvos habitantes do tal outro planeta Terra.
” Te juro, Steves, o cara chupa sangue de polvo a vida inteira e por isso o sangue do bastardo fica roxo! Tem cada humano doente nesse mundo. – dizia Louie, o polvo detetive, ao delegado da vila.
” Bom detetive, o senhor é o perito aqui. Se o senhor disse, tá dito. Mas eu ainda acho estranho o negócio dos tentáculos e dos dedos decepados.
” Foi como eu disse, é cada doido. ” Louie olha para o céu limpo e pensa em Mary – Mas vem cá, você ficou sabendo que agora nossa moeda talvez mude pra esperma de baleia?
(ao fundo eles escutam um alto SPLASH e vozes cantando em baleeis “Até mais, até mais, até mais! E obrigado pelo plâncton!”)
” Ah é?! ” ambos ficam um pouco constrangidos e os pensamentos sobre Mary se perdem para todo sempre. Era melhor sem ela por perto, assim não teriam que continuar a esconder sua relação zoofílica.
” Bom, com os casos resolvidos, e a questão da nova moeda já em pauta, nos resta continuar com nossas vidinhas bizarras nesse vasto Universo paralelo.
” Ah, detetive… O senhor sempre diz umas coisas tão profundas. ” e o delegado também olha para o céu, imaginando aquelas criaturas fofinhas, destituídas de vida, se arrastando nos espaços intra-antimatéria, bem acima de suas cabeças.
O que podemos concluir dessa breve conversa, compreendida com a ajuda dos eficientes Peixes Babel, é que entre os polvos da outra Terra também existem questões existenciais, como violência, sexo e capitalismo, mas que a questão fundamental sobre a vida em outros planetas já está claramente esclarecida. Porém, vamos nos ater, finalmente, ao real significado do verbete POLVO.
Polvo é um ser que está. Ele também é um ser que existe e trafega entre períodos de vida e não vida no espaço extra buraco negro. Então, o polvo é, assim como nós somos e não como as baleias deixaram de ser. SENDO assim, polvos por todos os Universos, são idênticos aos que temos aqui. Como exemplo não podemos tomar o polvo Paul, que polvo já não mais é, e sim foi, podendo ser classificado como um ex-polvo, mas esse já é outro verbete completamente diferente.
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