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y estava muito descontente com sua vida. Passava por uma crise de identidade profunda, se sentia preterido, esquecido e no fundo, sabia que raramente se lembravam dele. Sempre relegado a vice, era a segunda função, a segunda incógnita, a segunda variável. Pior ainda quando era o vice-último, acompanhado de seus amiguinhos x e z, no final da fila do alfabeto alfaestático. Fazia algumas participações em livros mixurucas, em algumas funçõezinhas medíocres, mas isso não o satisfazia, ele queria mais.
Um dia, y estava em um gráfico, tranqí¼ilo da vida, no eixo vertical, o das ordenadas (como sempre). De repente, veio um vento forte e quando y chegou à conclusão de que deveria ir embora, já era tarde. O vento tinha, naquele momento, ares de furacão. Desesperado, y se agarrou ao eixo, com muito medo. O vento foi tão forte que y foi violentamente derrubado e desmaiou. Quando acordou, levou um susto ao perceber que tinha virado de cabeça para baixo.
Agora, λ (lâmbda), celebridade instantânea, era venerado por estudantes do classicismo grego e vez por outra fazia aparições-relâmpago em alguns livros ultra-complexos de matemática e cálculo, onde sempre em fórmulas elegantes, dava autógrafos aos números que por ali apareciam, logicamente.
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