Pombas revoam da rua que corta a principal, à direita do semáforo, na madrugada antes da aurora de domingo. O pagode do morro ressoa, em calma euforia pela noite interminável. À tarde, finos cipós entrelaçam-se a fios elétricos beirando a subida de paralelepípedos. O pagode do morro ressoa, em alegre melancolia pela segunda-feira vindoura. Pela semana, sob o sol cingente helicópteros, pássaros, pedreiros, cães, buzinas de automóveis e freios de ínibus mesclam-se no espaço acústico tropical; sambistas e vendedores tentam extrair alguns trocados dos turistas na praia. Ao portão da casa, um taxista de cabelos grisalhos entardece observando os macaquinhos movimentarem-se entre árvores urbanas por fios de alta tensão. Venta muito, como se a vontade quisesse despertar. Afinal, chove.
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