Colírio, tem? Esses olhos abertos, sempre abertos, ardem. Dias de fúria. Tí desbotando. El nino, estufa, mijões. Sabe como é. Quero vazar, bater pernas por aí, asas. Me pír na pista. Meu coração de giz quer um nome. Diz. Qualquer um. Posso ser essa ou outra. Depois da cabala e do fudevu, não posso ficar aqui, passiva, voyer. Quero o mundo em 3D. Multiplicada em cadernos escolares, camisetas. Vai coragem, tudo é mágica. Tudo é dúvida. Mas a dúvida é mais importante que simplesmente sim ou não. Crava aqui essa tatoo com o teu nome flechado, atravessado por um arpão. Flambado. Patrão. Posso jurar que as nuvens não passam, as árvores não crescem, não há velocidade. Quero espalhada aos meus pés, a cidade. Quero linhas nas mãos. Muito faminta. A sobremesa. Dar o salto mortal. Acrobata de spray em dia de revolução. E vão me seguir os gatos e os cães. Tão íntimos. Família. Ou não. O choque de ordem vai me atirar uma pá de cal, um galão de tinta, um ponto final. Bater os cílios em retirada. Descolar sem deixar rastro. No dna, sorry papi. Ali, depois da curva da esquina, o que há?
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3 respostas
MaurÃcio fiquei muito feliz de ter um texto selecionado para o blog. O seu pai me recebeu com o maior carinho, manda um abração pra ele. Quero ir nas reuniões do clube e poder conhecer melhor toda essa galera talentosa. Espero vê-lo em breve. Força sempre!
O ritmo é bom, muito bom!
Uma mulher em grafite quer vida, de alguma maneira todos nós estamos em grafite… Mt bom, parabens pro autor.
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