4 respostas

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Rudá Almeida said in julho 31st, 2009 at 4:27 pm

Nossa, ainda me lembro do QUANTO eu gostei desse conto quando ele foi lido pela primeira vez. Não sei dizer bem porquê… Não reconheci de imediato as citações “lovecraftianas”, e nem é por isso… É porque ele tem um ar um tanto dark, obscuro e noir, mas sem se ater a isso; deixando entrever alguma coisa sutil e misteriosa mas ao mesmo tempo “grande mistério porra nenhuma”, pessoas que se esbarram perdidas no meio de algum lugar também perdido…

Quem nos explica? Estaremos todos perdidos?

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Vi-vi-an said in julho 31st, 2009 at 8:34 pm

Eu tb lembro do dia em que foi lido e é ótimo, finalmente, poder ler o conto. Ele foi até aplaudido e me marcou muito. Agora lendo redescubro sua beleza. Nem sempre consigo dizer pq gosto de algo, e nem sei se quero saber dizer sempre, mas neste caso sei e quero dizer: o texto é muito bem escrito, muito bem elaborado. Os personagens são ricos e o clima de mistério é envolvente. Não há soluções no final, o que o enriquece ainda mais, deixa espaço para que cada um o solucione da forma como achar melhor. Quanto a mim, achei interessantíssima a semelhança entre a Catarina Patrícia e a ex-mulher do cara, fiz essa interpretação, a C. P. matou um cara, talvez ela tenha matado o ex-marido que era esse cara, que ficou relegado às cidades obscuras e aos meios de comunicação mais obscuros ainda. Esse texto tem um clima fantástico e isso é graças à forma que a Dani deu a ele. A história que a gente conta depende da forma como a gente conta e aqui a Dani foi magistral!

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Vi-vi-an said in julho 31st, 2009 at 8:35 pm

Ah, sim, e o título é tão bom quanto o conto!!!

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Guilherme Preger said in agosto 7th, 2009 at 12:34 pm

é mesmo vi-vi-an, o título é genial, por este “inevitável” q confere um fatalismo a um conto sobre o acaso fantástico. pois como catarina patricia consegue sempre enviar cartas para o homem onde quer que ele esteja? acaso e necessidade. e gosto de como a dani se põe sempre no lugar do(s) outro(s), no caso na cabeça perplexa de um homem com seu desejo e seu destino.

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