I – Eu sou um homem velho. Um velho que apodrece por dentro. Eu purgo pelo meus orifícios . Purgo por todos eles. Dos meus poros já sai um cheiro de carne velha, a pele fina e flácida já não retém esse cheiro de carne velha. Purgo pelos ouvidos uma cera purulenta, um tanto fétida. Pela boca purgo um escarro escuro , expulso pelos pulmões o dia inteiro, todos os dias. Purgo pelos olhos remelas esverdeadas, pelo pau purgo uma urina sanguinolenta, pelo cu uma mistura de merda, pus e sangue. Eu apodreço lentamente, e não há nada há fazer, não há nada que eu queira fazer, não há nada que ninguém queira fazer. Repleto de culpa cristã, pago com a carne todos os meus mil pecados cometidos com a carne, pela carne, sobre a carne, dentro da carne.
Todas as bucetas que eu chupei, gordas, grandes, pequenas, negras, os pentelhos que engoli, os que catei, os que cuspi, os corrimentos que sorvi, que cheirei, que aspirei profundamente, minhas narinas se enterraram em centenas de bucetas, perfumadas, fétidas, disformes, decrépitas, com pentelhos brancos, verrugas, espinhas, meu nariz enfiado lá, quente, molhado, e depois frio, e aquele cheiro secava em minha pele e eu andava conta o vento me farejando, e a língua, arranquem minha língua, quantos cus eu lambi, cu de homens, de mulheres, cu de mendigos, quantas mil vezes eu senti o gosto da merda em mim, em minha língua, e eu espalhava essa merda em minha boca, em meus dentes, guardava essa merda em recantos da minha boca, para que não acabasse, que não terminasse, para que durasse mais, e mais, que o prazer jamais me abandonasse, jamais me abandonasse à mim mesmo, só, vazio, vazio, só. E o meu cu, o meu cu,ah!, eu estremeço ao me lembrar o que era ser abraçado por trás por outro homem e sentir um outro pau se esfregando contra o meu cu, batendo nas minhas bolas, outra boca chupando as minhas bolas, o meu pau, e o meu cu, e aquele pau entrando, ah!, ah…e agora sangue, e merda, e pus, e eu já não controlo nada no meu corpo, esse corpo que eu usei até acabar, usei, usei, usei.
II – Eu tenho um filho que é retardado. Lá no hospital gostavam de falar outro nome, mas a verdade mesmo é que ele é retardado. Ele é muito grande, forte, eu não sei como ele foi ficar assim , deste tamanho. O pai dele eu não sei quem é, porque lá no puteiro eu transava com dez, até mais, numa noite. Eu tinha um corpo bonito, quando eu era moça, e eu continuei trabalhando até quase ele nascer. Eu pensei que os homens não iam gostar de transar com uma mulher barriguda, mas eles gostavam, pareciam que gostavam ainda mais, tinha um que sentava na cama e enquanto eu chupava o pau dele ele acariciava a minha barriga com aqueles pés imundos, dizia que a chupada ficava mais gostosa.Tem gosto pra tudo. O médico que fez o parto disse que não sabe como o neném nasceu tão grande, porque eu fumava, bebia e usava muito crack, nessa época. Mas isso tem muito tempo. Logo deu pra ver que ele tinha problema, ele berrava muito, batia,e quando foi crescendo gostava de ficar encolhidinho na quina da parede, e se alguém falava com ele berrava e batia na cara da pessoa, e depois foi crescendo mais e quebrava tudo, e só se acalmava comigo, e a dona do puteiro me mandou embora, e eu fui pra casa do meu pai, que morava sozinho, e saía pra fazer a vida, e ele batia no meu pai, e meu pai já tava velho e um dia eu cheguei e encontrei meu filho acorrentado, no quartinho dos fundos. Me deu dó mas também me deu um alívio, nesse dia eu saí e bebi tanta cachaça, e quando eu voltei e fui vê-lo ele me abraçava tanto, e chorava, e quando eu vi ele tava de pau duro, e o pau dele era enorme, já de homem, e pela primeira vez depois de tantos anos trepando com tantos homens pela primeira vez eu tive desejo, fiquei excitada com o pau do meu filho retardado, e botei ele na boca , e chupei com tanto carinho, agora eu é que mamava nele, e ele gostou, se acalmou, e depois eu botei o pau dele dentro de mim e gozei tanto, acho que nunca na minha vida eu gozei tanto. Depois de tantos anos parece que a minha vida se acertou, agora ele passa o dia acorrentado, calmo, meu pai dá comida pra ele, e quando eu volto da rua vou direto pro quartinho e mamo no meu filho, e gozo com ele, e meu pai quando percebeu ficou enojado, mas agora já se acostumou, ficou melhor pra todo mundo, assim
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4 respostas
Depois deste conto, estou propondo q a gente inicie o círculo “Molinaro”, encontro off Baratos, apenas para a produção mais “infernal”, sem mote antecipado, sem data certa, com senha e máscaras venezianas.
E Carmen, acho q vc tem razão, o einstein teria adorado…
caraca neguinho ! edificante … edificante … sem dó, nem piedade. muito excelente, dona carmen.
Charles Bukowski que se cuide!! ehheehh
Ridiculo, deu vontade de vomitar, ou sei lá, quebrar a cara do filho da puta que escreve tanta barbaridade e não tem nada de bom na menta para escrever.
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