Afinal, somos todos sujeitos com vários humores & interesses diversos, que embarcamos juntos na literatura para nos aventurarmos nos lugares e sentimentos mais longínquos e mais íntimos. Reunião bacana é como a de ontem, em que pode-se ficar comovido, risonho, intrigado, desafiado, atiçado, escandalizado ou estupefato. Um pouco por vez ou num samba do crioulo doido mesmo.
Estamos também nos acertando em termos de organização. Carmen não pôde vir – estava participando das filmagens de um curta-metragem -, e depois de enviar seu conto por e-mail (pra não perder a grana da aposta), telefonou avisando no meio da tarde, de modo que seu conto-soco-no-estômago foi devidamente lido. Aliás, as boas vindas aos recém chegados na roda, entre os quais estavam excelentes leitores, como a aveludada Raquel o irreverente Enéias. Sim, escrever é uma arte, ler é outra.
O próximo encontro deve ser no dia 22 de abril. Se chegarmos à conclusão de que o feriado vai atrapalhar, avisamos da mudança de data por e-mail, ok? Vamos agora à anotação do que lido nas 2 rodadas:
PRIMEIRA RODADA (fragmentos de prosa já “na praça”):
1) “Por um punhado de gitanes – a biografia de Serge Gainsbourg”, de Sylvie Simmons;
2) “Atmo”, de Alex Luiz;
3) “Não leve a vida tão à sério”, de Hugh Prather;
4) “Os momossexuais”, de Tavinho Paes;
5) “Partículas Elementares”, de Michel Houllebecq;
6) “Dicionário Kazar”, de Milorad Pavitch;
7) “Hereditário”, de Amílcar Pettega;
“A história do Afroreggae”, organizado por José Júnior.
Levou a disputa o norte-americano O. Henry. Deborah fez uma belíssima tabelinha entre diversos trechos do conto “O presente dos magos”, levando este cronista quase às lágrimas. Aliás, muitos gols de placa nesta partida. Gainsbourg assinava o CD que estava tocando na loja quando o povo começou a aparecer, Alex Luiz é o compositor/ guitarrista/ cantor da recém-nascida (das cinzas do Noitibó) banda Cartas À Julie-Marie, Tavinho Paes é figurinha fácil no evento que rolou madrugada adentro ontem mesmo na Letras & Expressões, a versão cinematográfica de “Partículas Elementares” acaba de estreiar nos cinemas cariocas. Enfim, literatura é coisa viva, atual e pode render muita diversão, pra não falar nos encontros – no mais amplo dos sentidos.
SEGUNDA RODADA (dos contos escritos especialmente para o clube, inspirados por “Sonhos de Einstein”, de Alan Lightman):
1) “O pesadelo de Oppeheimer”, do Daniel Ribas;
2) “A chama da caverna”, do Saulo Aride;
3) “Após o decreto”, da Glória Celeste;
4) “Avalanche”, da Dani Gouveia;
5) “Eu comi a lua”, da Gisela d´Arruda;
6) “Saia florida”, da Deborah;
7) “Solidão grau zero”, do Guilherme Preger
“O mundo mágico de Einstein”, da Carmen Molinari.
Além dos campeões desta rodada, o caleidoscópico e tocante “Sem fotos, sem testemunha”, do Ronaldo Brito Roque, e “Eu comi a lua”, da Gisela d´Arruda, que por ter enviado sua parábola por e-mail com generosa antecedência será a primeira a ser publicada.
Para estimular a galera e nos enviar seus trabalhos em arquivo de Word, vou dar prioridade aos que me enviarem mais imediatamente seus trabalhos, ok? Nesta sexta publico o da Glória e na segunda é a vez da Carmen.
E ATENÇÃO: temos encontro marcado aqui no Sebo na próxima quinta. O convidado do DJ Ácaro no Clube do Vinil será o DJ Conde, vulgo Guilherme Preger, engenheiro, mestre em literatura, poeta e assíduo escritor nesta nossa farra de contos. Mesma bat-hora: a partir das 20h.
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2 respostas
Dando uma força para os comentários quero dizer q valeu esta rodada, com ótimos contos. Mas depois do conto da Carmen, não sei o q vai vir por aí…
E atenção Mauricio: é Guilherme Preger e não Preguer.
Ops, foi mal. Já estou nos reparos…
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