Por ordem de prioridades: os agradecimentos ao povo de TaubaTexas, meu rancho natal lá pelas pradarias do Vale do Paraíba paulista, ontem representado pelo camarada Celso. Um abraço (e vê se não perde aquela listinha de resturantes que te dei, hein? A patroa merece um agrado numa noite de sexta dessas.).
O Stanislaw Lem foi um mote tão profícuo que alguns autores pediram que nós permitíssemos a inscrição de 2 contos. Nós deixamos passar, mas apesar de flexíveis, as regras do jogo tem de respeitar alguns limites. Não se trata do que eu, Maurício, ou a Dani, achamos melhor… Quer dizer, eventualmente teremos de impor algo, mas tentamos fazer isso apenas quando estritamente necessário. Sim, não gostamos de exercer nossos privilégios de anfitriões. Então, quando uma situação nova ou sui generis aparece, vale mesmo é a reação da galera. E a inscrição de mais do que um conto por autor na rodada competitiva fica a partir da próxima rodada fica absolutamente vetada, ok?
Os felizardos que forem abençoados com um arroubo de criatividade poderão escolher dentre seus contos aquele que prefere exibir – o mais confessional? O mais fiel ao mote? O mais engraçado? O que bota mais o dedo na ferida?
(E um aviso aos neófitos: nesta edição foi lido um número excepcional de textos – 18 -, o que alongou bastante a noite. Usualmente, com algo entre 12 e 15 leituras, o evento fica menos cansativo, mais ágil. Mas é idéia é que: cansou, vai pros fundos tomar uma cerva, acender um cigarro, ficar de papo furado. Não somos de cerimínia, não, ok?)
E vamos à lista dos textos lidos, e aos prêmios da noite:
RODADA 1: fragmentos dos contos e romances prediletos da galera.
1) “Miss Corações Solitários”, de Nathaniel West;
2) “O jogador”, de Dostoiévski;
3) “Carta a D”, de André Gorz;
4) “No caminho de Swan”, Marcel Proust;
5) “Renda-se, Bob Mendes”, de Marçal Aquino;
6) “Aquelas tardes”, de Marcelo Rubens Paiva;
7) “A hora da estrela”, de Clarice Lispector;
8) “As finas flores de abril”, de Ismail Kadaré;
9) “Liberdades”, de Luís Fernando Veríssimo;
Mais o texto vencedor, mote do próximo desafio, extraído de “Sonhos de Einstein”, da Alan Lightman, lido pelo Ronaldo.
RODADA 2: contos originais inspirados em “Solaris”, mote deste desafio.
1) “Bernadette e o desconhecido”, do Daniel Ribas;
2) “Kevin, o personagem, o autor e sua mulher”, da Dani Gouveia;
3) “O que vem é perfeição”, da ígata,
4) “Encontros com minha mãe”, da Deborah Geller;
5) “Acaso um deus”, do Guilherme Preger;
6) “Era uma vez um bloqueio criativo”, do Rudá;
Mais os vencedores da disputa, “Lições de arquitetura” do Rudá e “Uma fábula” do Daniel Ribas.
Uma bela safra esta. E a próxima peleja promete… Muitos escritores de caneta em riste: Guilherme, Dani, Prisila, Miguel, Carmen, Luiz, Deborah, Márcia e Ribas…
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