Baratos da Ribeiro » OFF-Bienal http://www.baratosdaribeiro.com.br Mon, 06 Feb 2012 14:45:58 +0000 http://wordpress.org/?v=2.7.1 en hourly 1 OFF-BIENAL tem preview de algumas montagens teatrais (e o livreiro recorda alguns funcionários que deixaram saudade) http://www.baratosdaribeiro.com.br/off-bienal-tem-preview-de-algumas-montagens-teatrais-e-o-livreiro-recorda-alguns-funcionarios-que-deixaram-saudade/ http://www.baratosdaribeiro.com.br/off-bienal-tem-preview-de-algumas-montagens-teatrais-e-o-livreiro-recorda-alguns-funcionarios-que-deixaram-saudade/#comments Sat, 19 Sep 2009 15:30:25 +0000 Maurício http://www.baratosdaribeiro.com.br/?p=148 1-off-bienal-urca-ok
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19 de setembro, no Sebo Baratos da Ribeiro, em duas sessões: às 16h e às 19h.
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O teatro é uma daquelas artes difíceis não só pela precariedade do mercado, mas por ser coletiva. Ainda que o sujeito seja um apaixonado e um estóico, ele precisa arregimentar uma equipe mínima para levar algo ao palco. Pra piorar, diferentemente do cinema, que depois de realizado pode ficar à espera de oportunidades para ser exibido, para uma peça de teatro é tudo ou nada: o limite do alcance de cada apresentação é o número de cadeiras da casa, e uma noite vazia é um prejuízo não recuperável. Já um pintor pode passar uma vida se aprimorando e acumulando sua obra, a ser legada ao irmão, reconhecida nos futuros leilões e apreciada nos museus. Por isso admiro tanto os atores, diretores e dramaturgos que insistem em seguir com seu trabalho, contra todas as circunstâncias.
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Gilberto Behar e Leonardo Thierry são dois exemplos. O primeiro interpretará Freud com 22 anos, no diálogo com Machado de Assis (já nos seus quarenta e tantos) imaginado por Solange Jouvin, e que será dramatizado às 16h. Já Leonardo Thierry resolveu dar ao clássico “esperando Godot”, de Samuel Beckett, um tratamento muito pessoal. É, disparado, sua peça predileta, de um autor pelo qual tem absoluta devoção.
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É impressionante como Leonardo Thierry explica ao resto do elenco como é que se deve montar a versão de “Esperando Godot” que ele parece ter estar imaginado há décadas. Ele fecha os olhos, e é tamanha a precisão das suas instruções que parece haver um filme sendo projetado à sua frente, o qual ele está tão somente descrevendo. Leonardo atualizou a tradução de “Esperando Godot” feita em 1968 por Flávio Rangel, e a renomada Celina Portocarrero o presenteou com uma nova tradução para a “canção do cachorro”. Além de dirigir, Leonardo ainda interpreta Vladimir, enquanto Milton Soares é Estragon.
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(E vejam só como a fé move montanhas: a paixão de Leonardo pela montagem é tanta que ele conseguiu a proeza de convencer Danielle Costa, tímida da ponta dos dedinhos aos fios de cabelo, a participar. Serão delas alguns berros que se ouvirão na apresentação de hoje.)
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O espetáculo será montado, na íntegra, em outubro – planejamos a princípio 8 apresentações, às quartas e sextas. O que apresentaremos hoje na Off-Bienal é um preview deste trabalho, que deve durar cerca de 30 minutos. A equipe técnica é formada por Lui Fon, Daniel Lima, Thiago Carvalho e Pedro Simão.
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Voltando à primeira atração vespertina da Off-Bienal, vamos falar de Gilberto Behar. Quase foi desenhista industrial, até que, apesar da chiadeira da família, decidiu dedicar-se apenas ao seu maior talento, que é atuar. Eventualmente foi livreiro, e só deixou o Sebo Baratos da Ribeiro, onde trabalhou alguns anos, quando o olheiro da Argumento lhe fez uma proposta irrecusável.
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Tanto Léo quanto Gil são figuras familiares, apesar de não terem sido nunca galãs de novela. Leonardo sempre preferiu os palcos, mas sua ascendência inglesa lhe rende freqüentes convites para encarnar gringos em novelas, não só de época – em “Caminho das Índias” foi o maitré de um restaurante-de-Dubai-filmado-na-Barra. Gilberto é um dos garotos-propaganda da BR Distribuidora nesta última campanha, em que ela oferece 2 prêmios diferentes a depender da cor que o cliente escolhe. Mas isso tudo é bobagem. Léo começou no Teatro nos anos 70, trabalhando com Cecil Thiré (de quem foi assistente de direção numa montagem de “Casa de Bonecas”, de Ibsen), participou de montagens ousadas nos anos 80 (incluindo “O apanhador”, texto montado por Bernardo Jablonski a partir do livro de J. D. Salinger,e que foi curiosamente rebatizado como “Eu, Henrique Viana, 17 anos, Reprovado em Seis Matérias, Virgem, Estou Voltando para Casa”), e esteve recentemente em montagens de textos de Peter Shaffer e Friedrich Dürrenmatt (A visita da velha senhora).
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Já Gilberto, além de ter atuado na premiadíssima “Tom Sawyer” de Michel Bercovitch e estrelado e co-dirigido a comédia “Surto A Dois” há poucos anos, montou pela primeira vez seus próprios textos em julho passado, no Café Pequeno, em Botafogo. Foi na mesma época que outro ex-funcionário do sebo, a Ingrid Duarte, fazia sua estréia nos palcos. Guidi é muito jovem, mas partiu pra estrada com sua trouxinha muito cedo, e é realmente multi-tarefa. Começou a estudar teatro na Facha, quando estava terminando jornalismo, mas já é cantora faz bastante tempo. Quem acompanha as boas bandas do circuito independente carioca lembra dela dos tempos da finada Pic Nic.
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De todo modo, sobe o teatro, em geral, não tenho muito a dizer. Para mim o teatro está para os Role Playing Games assim como o cinema está para o sexo. Calma, eu explico. Já joguei muito RPG (ao vivo, com dados e sem tabuleiro, não estou falando de jogos de computador), mas parei por falta de tempo, de oportunidade e de um grupo bacana o bastante. Porque quando conduzida por um mestre envolvente na forma de narrar e bom de improviso, na companhia de jogadores imaginativos e mais atentos ao drama da partida do que às próprias vaidades, uma sessão de RPG pode ser uma delícia. Mas uma sessão ruim dá um arrependimento danado, uma raiva até pelo tempo jogado no lixo. Já o sexo, mesmo quando é feito com pressa e sem muita graça, ainda é bom programa, não acham? Como eu não tenho o hábito de ir ao teatro, quando a peça é furada, ou simplesmente não me agrada, eu fico numa angústia desgraçada, um mau humor terrível. Já o cinema é para mim um ambiente mais confortável. Mesmo que o filme seja ruinzinho, consigo me divertir fazendo troça com os defeitos ou curtindo a companhia dos amigos.
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E aproveito para me oferecer aos grupos de RPG dos amigos que estejam aceitando novos membros. A Dani viciou nesse tal Mafia Wars e apesar disso me irritar loucamente, estou disposto a apresentar minha esposa ao RPG de verdade, para que ela perceba o quão besta é esse maldito aplicativo do Facebook.
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Um abraço a todos,
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Maurício Gouveia
Gerente
Sebo Baratos da Ribeiro
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P.S.: aquela foto descabida que ilustrou a chamada pra Off-Bienal na última revista Programa, do Jornal do Brasil, foi tirada na verdade faz já alguns anos, quando Gilberto ainda era livreiro da Baratos da Ribeiro. A ruiva sorridente que me acompanha e ao Gil é a saudosa cantora e pintora Júlia Debasse, que anda sumida. O jornal pediu fotos, mas ficava insatisfeito com tudo o que eu mandava. Acabei enviando trocentas imagens de arquivo, e ri à beça quando vi o que, afinal, eles tinham escolhido.
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OFF-BIENAL tem contação de histórias pra crianças (e o livreiro recorda a infância em TaubaTexas) http://www.baratosdaribeiro.com.br/off-bienal-tem-contacao-de-historias-pra-criancas-e-o-livreiro-recorda-a-infancia-em-taubatexas/ http://www.baratosdaribeiro.com.br/off-bienal-tem-contacao-de-historias-pra-criancas-e-o-livreiro-recorda-a-infancia-em-taubatexas/#comments Sat, 19 Sep 2009 08:40:27 +0000 Maurício http://www.baratosdaribeiro.com.br/?p=144 off-bienal-sergio-porto-ok
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19 de setembro, no Sebo Baratos da Ribeiro, das 10 às 13h.
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Wilson Jequitibá, Raquel Botafogo e Alice Botafogo formam o grupo Contadores de Histórias Dandara. Pela primeira vez, armamos no sebo Baratos um evento destinado especialmente aos miúdos. Ou pelo menos é o que eu achava…
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Wilson foi muito camarada, e fez vista grossa à minha ignorância, mas eu realmente imaginava que a arte de contar histórias, hoje em dia, na sociedade urbana e midiática em que vivemos, sobrevivesse apenas como uma ferramenta pedagógica, que ultimamente se disseminara por ter se tornado um filão, uma variante do teatro infantil. Mas o que descobri é que existem tantos contadores de histórias para adultos quanto para crianças.
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Uma rápida pesquisa no Google indica que acabou de acontecer, nos dias 6 e 7 de agosto último, um Simpósio Internacional de Contadores de Histórias aqui no Rio de Janeiro, no SESC de Copacabana. O Simpósio fez parte da programação oficial do Ano da França no Brasil, foi totalmente gratuito e dirigido para todas as idades
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O site do Simpósio pode abrir o caminho de quem quer explorar essa modalidade de arte narrativa:
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http://www.simposiodecontadores.com.br/
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Mas realmente é no meio acadêmico de Letras e de Pedagogia que muitos projetos são realizados. Um deles possui um site bacana, onde inclusive é possível ouvir algumas histórias:
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http://br.geocities.com/contadores_ufrgs/inicial.htm
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O Projeto “Quem Conta um Conto” dá continuidade a uma iniciativa do Proler realizada dentro do Instituto de Letras da UFRGS, desenvolvido no período de janeiro de 1999 a julho de 2001 e coordenado pela Professora Ana Maria Lisboa de Mello. O Projeto atual, de mesmo nome, pretende trabalhar em duas instâncias. Para o público interno, no curso de Letras, pretende promover debates, oficinas, pesquisas, leituras em que se discutam tanto a contação em si, como o repertório a ser utilizado.
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Não tenho recordações das histórias que minha mãe me contava, quando era criança. Dentre minhas lembranças de leituras mais antigas, está um livro de fábulas de La Fontaine que tinha ilustrações do Gustave Doré e me apavorava. O texto original de Pinóquio, escrito pelo italiano Carlo Collodi, também me deixou muito impressionado: achava cruel, triste demais. Devo ter visto todas aquelas versões da Disney, mas assim como doces lights e diets não engordam, elas entraram por um ouvido e saíram por outro. (O único clássico da Disney pelo qual tenho carinho é o “101 dálmatas”, não pelos cães, que nunca tive e espero nunca ter – se conseguir continuar driblando os desejos da Dani – e sim pelos traços e cores, mais geométricos e menos chapados do que o de praxe.) Tenho a impressão de que nossa sociedade construiu faz muito pouco tempo o mito da infância como uma época idílica, em que o indivíduo deve ser alienado dos aspectos dolorosos e tristes da vida.
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Prefiro as histórias da época em que as crianças eram tratadas apenas como gente meio estúpida - não por falta de QI, mas de experiência mesmo -, e que talvez por isso precisasse de metáforas e alegorias para aprender a lidar com a morte, o perigo, o assédio, a maldade e a injustiça. Adoro as fábulas italianas compiladas por Ítalo Calvino, por exemplo. Em 1954 o editor Einaudi teve uma idéia brilhante, que foi compilar num livro a tradição oral italiana, da mesma forma que La Fontaine e Charles Perrault haviam feito na França e Jacob e Whihelm Grimm na Alemanha. Recrutou o já famoso Calvino, que parece ter aceitado o trampo mais pela grana do que por entusiasmo, a julgar pela forma seca com que transcreveu 100 fábulas e contos populares, recolhidos por todo o país. Um tanto melhor, já que, creio eu, o que elas ganharam em força (punch, pra ser exato) vale a oportunidade para exercícios estilísticos desperdiçada por Calvino. As fábulas são sinistras. Já li algumas no Clube da Leitura.
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Finalmente, uma confissão: comecei a freqüentar sebos bem moleque, não pelos livros, mas pelos gibis. Um dia meu primo Tiago, que costuma passar uns dias de férias em Taubaté, apareceu com os primeiros 20 números da revista em formatinho dos X-Men (meio dos anos 80?). Devorei. Daí em diante passei a ir religiosamente, todos os dias, ao sebo do Seu Dito, perto do Mercado Municipal – ele continua lá até hoje, sem nunca ter se modernizado, são pilhas e pilhas de papéis horripilantemente empoeirados. Havia um sebo mais organizado, numa banca de jornal perto da Rodoviária Velha, mas que cobrava mais caro. Também descobri onde era a distribuidora da cidade, que recebia os caminhões vindos de São Paulo. Anotava as datas de chegada de cada título, e me doía ler o novo número com um dia sequer de atraso. (Nunca entendi o pessoal que ao acompanhar, por exemplo, uma minissérie, espera todos os números serem publicados para começar a ler. Minha ansiedade nunca me permitiu.)
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Um dia de suprema felicidade foi quando comprei 43 formatinhos da EBAL por 10 reais na feira da breganha. Todos de guerra ou de faroeste – basicamente Sargento Rock , O Tanque Mal Assombrado, Escalpador e Jonah Hex. Aliás, comprei nesta Bienal luxuosos álbuns lançados pela Opera Graphica: “Sargento Rock: primeiros combates” (com roteiros de Robert Kanigher e arte de Joe Kubert) e “Jonah Hex: Showcase” (2 volumes numa caixa, com histórias desenhadas pelo genial Tony DeZuñiga) – eles estavam com bons descontos no stand da Comix. Adorava especialmente os personagens da “segunda divisão” da DC Comics, e corria atrás dos gibis dos anos 60 e 70 da EBAL para poder ler aventuras do Capitão Cometa, Johnny Quick, Omac, “Disque H para Herói” etc e tal.
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Comecei relativamente tarde. Meu pai, que tropeçou numa fenda temporal e assim veio parar nos anos 80, achava que quadrinhos de super-heróis eram “nocivos” para a mocidade, e eu tive de comprar escondido por algum tempo. Em 2 ou 3 anos, comprando em sebos, li absolutamente tudo que saiu no Brasil da DC Comics entre 1979 e 1992, mais ou menos. Cheguei a ir pra São Paulo apenas para comprar o número 19 do Novos Titãs da Abril, e assim completar minha coleção. Tinha um caderno, onde mantinha um controle do acervo… Cheguei a uns 2 mil e 500 gibis. Já me defiz de quase tudo, mas mantenho numas caixas de sapato as coleções em formatinho dos Novos Titãs, Liga da justiça e DC 2000.
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Dito isso tudo sobre HQs, vale lembrar que na OFF-Bienal serão relançados 2 excelentes álbuns publicados pelos “novos” quadrinistas cariocas: “Copacabana”, do Lobo e do Odyr, e “Menina Infinito”, do Fábio Lyra.
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Um abraço a todos,
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Maurício Gouveia
Gerente
Sebo Baratos da Ribeiro
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chapeuzinho-vermelho-por-gustave-dore

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OFF-BIENAL: neste sábado, 19: LITERATURA + teatro + música http://www.baratosdaribeiro.com.br/off-bienal-neste-sabado-19-literatura-teatro-musica/ http://www.baratosdaribeiro.com.br/off-bienal-neste-sabado-19-literatura-teatro-musica/#comments Wed, 16 Sep 2009 13:03:26 +0000 Maurício http://www.baratosdaribeiro.com.br/?p=137 offbienal1-flyer1

O SEBO BARATOS DA RIBEIRO & ESPAÇO MULTIFOCO
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APRESENTAM A SUPERPRODUÇÃO
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OFF-BIENAL
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(Porque é de pequeno que se torce as ideias!)
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ROCK + TEATRO + LITERATURA
55 autores / 20 horas de programação / 3 endereços
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O Baratos da Ribeiro, sebo que adora um fuzuê, uniu forças à editora e livraria da Lapa, Espaço Multifoco, para oferecer um plano B para quem quiser fazer do seu SÁBADO, DIA 19, uma maratona literária – sem precisar se deslocar para a Bienal dos Livros que acontece naquele distante e ermo lugarejo chamado Barra da Tijuca.
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Os leitores que resolverem abrir mão do deserto de boas opções que é o entorno do Riocentro terão, além da relação custo benefício do Pavão Azul, em Copa, ou do Botequim da Garrafa, na Lapa, a oportunidade de desfrutar de:
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- descontos especiais
- contação de histórias
- leitura dramática & esquetes teatrais
- múltiplos lançamentos de livros de novos autores
- shows musicais
- revista cultural feita ao vivo
- primeira festa carioca de lançamento dos livros da Mojo Books
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OU SEJA:
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Pegue uma praia, leve as crianças para ouvir contação de histórias no sebo, prove a muqueca de camarão do Pavão, volte para o sebo para conferir a prévia de “Esperando Godot”, conheça um pouco da nova ficção carioca, assista a um show de rock com tempero literário, vá para a Lapa, confira mais um show, outros prosadores de mão cheia, dance ao som dos livros da Mojo Books e estique madrugada adentro na região do Rio onde tradicionalmente tudo acontece.
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E ATENÇÃO: todos os livros serão oferecidos com descontó sobre o preço original “de capa”. Até o sebo, que já tem preços bem camaradas, dará descontos que irão variar entre 10% e 20%.
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E um abraço ao pessoal da OFF-FLIP, de Paraty, que tem lutado para oferecer, em paralelo ao evento literário mais bacana desta década, uma oportunidade aos autores do circuito alternativo.
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PROGRAMAÇÃO DIURNA & VESPERTINA
NO SEBO BARATOS DA RIBEIRO, EM COPA - GRATUITA
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10-13h
Contadores de Histórias Dandara: Wilson Jequitibá, Raquel Botafogo e Alice Botafogo. Destaque para a história de origem africana, “O baú de histórias”, e para a última sessão deste ciclo, voltada para adultos (pois é, também me surpreendi ao descobrir que contação de história não é só pra galera miúda).
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16h
Leitura dramática do diálogo escrito pela psicanalista Solange Jouvin, em que um jovem Freud encontra Machado de Assis, 2 décadas mais velho. Gilberto Behar e Bernardo Lacomb interpretam os famosos autores.
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17-19h
Coquetel. Lançamentos múltiplos:
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S. Lobo (Copacabana)
Fábio Lyra (Menina Infinito)
Mariel Reis (John Fante trabalha no Esquimó)
Estevão Ribeiro (Enquanto ele estava morto, Contos Tristes)
Ana Cristina Rodrigues (Anacrônicas)
Luis Eduardo Matta (120 Horas, O rubi do Planaldo Central, O véu)
Alex Castro (Mulher de um homem só)
Estevão Azevedo (Nunca o nome do menino)
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+ a turma da literatura vampiresca: Humberto Moura Neto (O vampiro antes de Drácula), Martha Argel (Ficzine, O livro dos contos enfeitiçados, entre outros), Giulia Moon (Ficzine, Luar de Vampiros) e o pessoal da antología “Território V: vampiros em Guerra”.
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+COLETIVO CLUBE DA LEITURA, apresentando a performance “Modo de Folhear”, em que o público é convidado a defender os contos da antologia lançada este ano e concorre a prêmios do Sebo.
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19h
Preview da montagem de “Esperando Godot”, que entrará em cartaz no sebo mesmo em outubro. Direção e adaptação do texto de Leonardo Thierry.
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19:30h
Show da banda Cartas a Julie Marie, banda capitaneada pelo também ficcionista Alex Frechette, de Niterói.
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offbienal2-flyer
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PROGRAMAÇÃO NOTURNA
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NO ESPAÇO CULTURAL MULTIFOCO – R$ 10,00, ABATIDOS NA COMPRA DE LIVROS
(na Lapa: Rua Mem de Sá, 126)

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21h
Lançamentos múltiplos:
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Nilson Lago (O que é ateísmo nem contém),
Tonho França (Blues à tarde),
Paula Gicovate (Sobre tudo que transborda),
Marla Queiroz (Flores de dentro),
André Calazans (Contos avessos, Fragmentos) e
Renato Amado (O Vale do Rio Preto)
Pedro Matos de Vasconcellos (A Matilha do Cachorro Louco)
Gerson Couto (Hemisfério-Dorso)
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22h
Oitava edição da Revista ao Vivo do Comportamento Brasileiro DE MODO GERAL
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Flu (ex-DeFalla, Banda Leme) faz as interferências musicais enquanto o escritor gaúcho Paulo Scott solta o verbo. Além dos colunistas fixos Allan Sieber, JP Cuenca e Rodrigo Penna, o circo pegará fogo com outros malabaristas & ilusionistas da palavra
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Ana Paula Maia
André Dahmer
Gabriel Pardal
‘Ramon Mello
Manoela Sawitzki
E Ramon Mello
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+ VideoArte no telão e alto falantes no talo.
Em pauta: “ARTE, LADO B (E SUAS VARIAÇÕES)”
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NO CINE LAPA – R$ 10,00 até 1h
(Rua Men de Sá, ao lado do Asa Branca)

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23:30h
Lançamentos da MOJO BOOKS
na pista 2 (BACK TO BACK) da festa COLLEGE ROCK. Na pista 1 os DJs Eduardo Mulder, Renato Jukebox e Guzz The Fuzz fazem um duelo entre bandas da “velha” e da novíssima guarda, no especial “The Good, The New & The Old”. A pista do segundo andar contará com os DJs residentes Lepaux e JF e quem dará o tom são os autores da MOJO, que “tocarão” seus livros:

Manoel Magalhães (Love is Hell, Ryan Adams)
Rafael de Souza Luppi Monteiro (Evil Heat, Primal Scream)
Rodrigo Novaes (The Trinity Sessions, Cowboy Junkies)
Daniela Lima (Live forever, Oasis)
Luíza Zanuncio Briard, autora de 4 singles:
“is it any wonder”, Keane
“Brompton Cocktail”, Avenged Sevenfold
“I will follow into the dark”, Death Cab for Cutie
“My world”, Tim Kay

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http://www.baratosdaribeiro.com.br/off-bienal-neste-sabado-19-literatura-teatro-musica/feed/
Clube da Leitura Especial http://www.baratosdaribeiro.com.br/130/ http://www.baratosdaribeiro.com.br/130/#comments Sat, 12 Sep 2009 23:18:57 +0000 Maurício http://www.baratosdaribeiro.com.br/?p=130 YES, NÓS TEMOS VAMPIROS!
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UMA EDIÇÃO ESPECIAL DO CLUBE DA LEITURA DEDICADA
ÀS HISTÓRIAS DE TERROR & MISTÉRIO

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Preparando o terreno para a grande balbúrdia literária que será a OFF-Bienal…
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Nesta terça-feira, dia 15 de setembro, a partir das 20h.
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PARA A PRIMEIRA RODADA
convidamos você a ler um techo de um conto ou romance de terror ou mistério.
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A NARRATIVA MAIS ASSUSTADORA SERÁ PREMIADA
com llivros do sebo. Os ouvintes votarão em um dos textos, enquanto os escritores convidados elegerão um outro vencedor.
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NA SEGUNDA RODADA
serão aceitos 6 contos (por ordem de chegada). O tema é “Monstros & Medos”, o limite é de 3.500 caracteres (com espaço) e novamente premiaremos 2 autores, eleitos no mesmo esquema descrito acima.
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Você se lembra de que o Clube da Leitura inclui uma aposta feita pelos participantes que trazem seus próprios contos, certo? Pois vamos homenagear uma das bem sucedidas apostas da história da literatura, feita em 1816. O poeta Percy Bysshe Shelley passava o verão na suíça na companhia de sua amante Mary e de seu amigo, o também poeta Lord Byron. Como o tempo ruim os obrigou a ficarem enfurnados em casa, se propuseram o desafio de escrever algo assustador para matar o tempo. Apenas Mary Shelley cumpriu o combinado, e o resultado foi o romance “Frankenstein or the Modern Prometheus”, um dos maiores clássicos do gênero.
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FECHANDO A NOITE, OUVIREMOS 3 CONTOS INÉDITOS dos escritores convidados:
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Martha Argel
Giulia Moon
Humberto Moura Neto
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NO SEBO BARATOS DA RIBEIRO
Rua Barata Ribeiro, 354, Copacabana
Tels. (21) 2256 8634 ou 2549 3850
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www.baratosdaribeiro.com.br/clubedaleitura
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POIS É, NEM SÓ DE CREPÚSCULOS VIVE A LITERATURA FANTÁSTICA CONTEMPORANEA…
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amor-vampiro
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Ainda que o sucesso do best-seller de Stephenie Meyer tenha chamado a atenção do público para a produção nacional. Já faz quase uma década que uma nova geração de escritores brasileiros tem explorado o mito do Vampiro, o que já teria sido comemorado se a mídia, e em especial a crítica especializada, não torcesse - injustamente - o nariz para a literatura de gênero. (Assim se tornando cúmplice de tantos “claricelispectorianas”, “guimarãesianos” e “machadianos” que insistem em entulhar as prateleiras de nossas livrarias com mais pretensão do que bons resultados…) Mas os milhares de livros vendidos pelo boa-praça André Vianco, por exemplo, prova que os brasileiros sabem valorizar a prata da casa.
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Alguns desses jovens escritores (lembrem-se de que não estamos falando de ginástica olímpica, onde se ganha medalha de ouro aos 15 anos… A maioria deles começou a publicar aos trinta e poucos anos e a força do talento têm nos surpreendido a cada novo lançamento) vieram ao Rio de Janeiro por acasião da Bienal Internacional do Livro. Queriam marcar um encontro com menos holofotes, para trocarem figurinhas com mais tranquilidade, e o Sebo Baratos da Ribeiro se prontificou a recebê-los:
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GIULIA MOON
Publicou “Luar de vampiros” (Scortecci, 2003), “Vampiros no espelho & outros seres obscuros” (Landy, 2004), “A dama morcego” (Landy, 2006) e “Kaori: perfume de vampira” (Giz), que acaba de lançar na Bienal do Livro. Participou ainda das coletâneas “Amor Vampiro” (Giz Editorial, 2008) e “Território V: vampiros em guerra” (Terracota, 2009), organizada por Kizzy Ysatis. Durante o dia Giulia é publicitária e, depois do sucesso de seus livros, montou sua própria agência de promoção e design.
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http://www.giuliamoon.com.br/
http://phasesdalua.blogspot.com/
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MARTHA ARGEL
que organizou a antologia de contos fantásticos “Lugar de mulher é na cozinha” (Writers, 2000) e participou de várias outras: “Vinte voltas ao redor do sol” (CLFC, 2005), “Amor vampiro” (Giz Editorial, 2008) e “O livro vermelho dos vampiros” (Devir, 2009). Publicou os livros “Contos improváveis” (VBS, 1999), “Relações de sangue” (Novo Século, 2002), “O vampiro de cada um” (edição da autora, 2003), “Olhos de Gato” (Writers, 2005), “O livro dos contos enfeitiçados” (Landy, 2006) e “O vampiro da mata-atlântica” (idea, 2009). É também uma das editoras do FicZine, dedicado à literatura fantástica. A estrela maior de sua imaginação é a vampira Lucila, uma bad girl que não conhece crises de consciência…
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http://vampirapaulistana.blogspot.com/
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HUMBERTO MOURA NETO
é biólogo de formação, como Martha, mas a paixão pela literatura (e pelos quadrinhos, diga-se de passagem) o levou a tornar-se também tradutor e organizador de antologias de contos. “O Vampiro antes de Drácula” (Aleph, 2009) reune contos do século XVIII a respeito do mais notório vilão sobrenatural do folclore europeu. Por meio de extensa pesquisa pessoal e de textos criteriosamente escolhidos e traduzidos, Humberto e Martha Argel apresentam uma cuidadosa seleção que parte de “O Vampiro”, de John Polidori (1819), passam por autores consagrados como Alexandre Dumas, Edgar Allan Poe e H. G. Wells, até finalizar com o consagrado Drácula (1897), de Bram Stoker. O Vampiro Antes de Drácula constrói, assim, um painel crítico e retrospectivo desse mito através da literatura, uma entidade capaz de sobreviver à passagem do tempo e chegar, mais invencível do que nunca, aos dias de hoje.
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http://fantastik.com.br/o-vampiro-antes-de-dracula/
http://www.literatsi.com/resenha/livro/vampiro-antes-de-dracula/
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E ESSA TAL DE OFF-BIENAL, HEIN?
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Enviarei um informe mais detalhado nos próximos dias, mas é, resumidamente, um dia inteiro de farras literárias, musicais e teatrais organizada pelo Sebo Baratos da Ribeiro, que ocupará, além da livraria em Copa, o Espaço Multifoco e o Cine Lapa, indo madrugada adentro no coração da boemia carioca.
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Acontecerá no próximo sábado, dia 19. Uma opção para quem já esvaziou os bolsos no Rio Centro ou não quer se despencar até lá.
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PROGRAMAÇÃO
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No Sebo Baratos da Ribeiro:
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10-13h - Contadores de Histórias Dandara estendem o tapete para as crianças.
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16h - Leitura dramática do diálogo escrito pela psicanalista Solange Jouvin, em que um jovem Freud encontra Machado de Assis. Com Gilberto Beahr.
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17-19h - Coquetel de múltiplos lançamentos: S. Lobo, Fábio Lyra, Mariel Reis, Estevão Ribeiro, Ana Cristina Rodrigues, Luis Eduardo Matta, Alex Castro, Estevão Azevedo, Martha Argel, Giulia Moon e o pessoal da antología “Território V: vampiros em Guerra”. Além do COLETIVO CLUBE DA LEITURA, apresentando a performance “Modo de Folhear”.
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19h - preview da montagem de “Esperando Godot” dirigida por Leonardo Thierry.
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19:30h - show da banda Cartas a Julie Marie, de Niterói.
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No Espaço Cultural Multifoco, na Lapa:
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21h - Coquetel de lançamentos múltiplos: Nilson Lago, Tonho França, Paula Gicovate, Marla Queiroz, André Calazans e Renato Amado.
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No Cine Lapa (Men de Sá, ao lado do Asa Branca):
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22h - COLLEGE CONVIDA MOJO BOOKS: os autores da Mojo Books “tocam” seus livros, travestidos de DJs:
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Manoel Magalhães (Love is Hell, Ryan Adams)
Rafael de Souza Luppi Monteiro (Evil Heat, Primal Scream)
Rodrigo Novaes (The Trinity Sessions, Cowboy Junkies)
Daniela Lima (Live forever, Oasis)
Luíza Zanuncio Briard (I will follow into the dark, Death Cab for Cutie)
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DENÚNCIA: ESCRITOR PAULISTA É ESPANCADO POR POLICIAL QUE TRABALHA COMO SEGURANÇA DE BOATE BADALADA
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O caso comoveu a comunidade literária paulistana, e merece ser divulgada dado o absurdo da situação. As primeiras informações vieram por e-mail, enviado pelo escritor e editor Cláudio Brites:
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“Amigos, neste momento o escritor Kizzy Ysatis e Liz Marins, filha do Zé do Caixão, estão no hospital Santa Casa de Misericórdia, após terem sido espancados pelos seguranças da balada A LOCA. Estão muito machucados. Quem me informou foi o Kizzy, que diz ter até perdido alguns dentes por tamanha fúria dos agressores.”
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As primeiras informações na mídia saíram no Portal G1, em 4 de setembro:
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http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1292911-5605,00-CINEASTA+E+ESCRITOR+DIZEM+TER+SIDO+AGREDIDOS+POR+SEGURANCAS+DE+BOATE+EM+SP.html

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Que diz resumidamente:
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“A cineasta e atriz Liz Marins, de 37 anos, diz ter sido agredida juntamente com um amigo, o escritor Cristiano Marinho, de 32 anos, que usa o nome artístico de Kizzy Ysatis, na boate “A Loca”, na Rua Frei Caneca, na Consolação, região central de São Paulo, no início da manhã desta sexta-feira. Procurada pelo G1 desde as 10h30 desta sexta, a casa norturna não havia comentado o caso até por volta das 15h. A Polícia Militar informou que foi acionada para atender o caso, que estaria relacionado com uma briga entre seguranças e cliente por causa da perda de uma comanda. Pai da jovem, o cineasta José Mojica Marins, mais conhecido como Zé do Caixão, criticou atitude dos funcionários. “Pelo que minha filha me contou, eles nem deram chance para resolver a questão”.
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A cineasta conta que estava deixando a boate, por volta das 6h30, pagou sua conta e sentou para esperar o amigo pagar a dele. “De repente eu ouvi uma discussão, o Kizzy dizendo que tinha pago a conta e o cara do caixa dizendo que ele não tinha pago. Logo em seguida vi os seguranças pegando ele, jogando ele no chão e batendo muito nele. Enfiaram a bota na boca dele para ele não gritar”, conta ela. De acordo com Liz, quando ela foi em direção ao amigo e perguntou o que estava acontecendo, ela também foi agredida. “Um segurança me pegou pelos braços, me jogou no chão e ficou me segurando. Eu gritava ‘me solta, eles vão matar meu amigo’, mas eles só pararam quando a polícia chegou”, relatou. O amigo, disse ela, conseguiu telefonar para o irmão no meio da confusão e o parente chamou a polícia.
(…)
Ainda de acordo com a PM, os dois foram levados para atendimento na Santa Casa e o caso foi registrado no 4º DP, no bairro da Consolação.”
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A Folha de SP também cobriu o caso, em matéria apurada pelo jornalista Gabriel Mestieri.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u619603.shtml
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Em seu blog “Phases da Lua”, Giulia Moon escreveu um relato emocionado sobre o episódio, no dia 5:
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O HORROR REAL NO DAY AFTER
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“Meus queridos amigos, anteontem foi um dia muito feliz. Apesar da chuva forte que caiu sobre São Paulo desde as cinco horas da tarde, a falta de luz em alguns bairros e o trânsito caótico que parou metade da cidade, o auditório da Saraiva Megastore foi pequeno em alguns momentos para conter a multidão que foi até lá para conhecer “Kaori”. Agradeço do fundo do coração a todas as pessoas que de uma forma ou de outra acreditaram no livro e ajudaram a divulgá-lo. Agora, a minha pequena vampira e seus companheiros de universo fantástico estão andando sozinhos pelo mundo, sem o meu olhar protetor de mãe.
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Mas vou lhes contar o porquê do meu silêncio de ontem. Depois de um dia auspicioso, o Day After trouxe uma notícia muito triste, que me fez passar o dia procurando notícias pela internet, chocada com o comportamento de alguns seres humanos, que fazem vampiros, lobisomens e criaturas monstruosas de fantasia se recordarem de forma dolorosa que nada, mas nada mesmo, supera o bicho homem em matéria de desrespeito a um outro ser humano.
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O escritor Kizzy Ysatis (Clube dos Imortais, O Diário da Sibila Rubra, Território V) e a cineasta e atriz Liz Vamp foram agredidos ontem de manhã pelos seguranças de uma casa noturna – chamada apropriadamente de “A Loca”, dado o descontrole emocional e moral demonstrado pelos seus funcionários – quando saíam, depois de passar a noite comemorando o aniversário de Liz. Uma tola e medíocre discussão sobre uma comanda perdida levou duas pessoas íntegras, talentosas e cheias de boas intenções a um hospital. E poderia ter sido pior, não fosse a chegada dos policiais.
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Vi, estarrecida, a foto de Kizzy na internet, com o rosto desfigurado pelo espancamento. A imagem das marcas roxas no corpo de Liz. Ele está deixando o hospital só esta manhã, 24 horas após o ocorrido, depois de constatar que houve fratura craniana, mas sem danos ao cérebro. Ela, graças aos céus, foi liberada ainda ontem de manhã. Poucas horas antes, ambos estavam sorridentes e felizes na Saraiva, comemorando comigo o nascimento de “Kaori”.
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Liz estava linda, a sua presença enche qualquer ambiente de personalidade. Eu a encontrara na terça feira na entrevista ao programa “Mulheres”, na TV Gazeta, e havíamos conversado bastante enquanto esperávamos a hora de entrar em cena. Uma mulher sólida, forte, engajada na luta contra discriminação e preconceito. E, ao mesmo tempo, uma menina doce e caprichosa, que gosta de se enfeitar, de dançar, de sorrir. Sempre sincera, autêntica, corajosa. Antes de sair para a balada, ela tinha me dito, com o seu largo sorriso e segurando as minhas mãos: “vamos com a gente, hoje é o seu dia, menina. Tem que comemorar!” Mas eu tinha planos bem mais domésticos de comemoração e acabei não aceitando o convite.
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Kizzy sempre foi como um irmão um pouco amalucado, um fenômeno da natureza como o sol e a chuva. Chegara na Saraiva esfuziante, me abraçando e gritando a plenos pulmões, “você está lindaaa!” Tinha me contado às gargalhadas, nos dias anteriores, que havia arranjado uma roupa especial de “gato” para ir ao evento, mas não podia engordar, pelo risco de não caber na vestimenta. Havia escrito, com uma generosidade rara, que estava tão feliz com o lançamento de “Kaori”, como se fosse um livro dele, num dos tópicos da comunidade. E, antes de tudo isso, tinha lido os originais de “Kaori” com afinco, para cumprir os seus compromissos de faculdade ao mesmo tempo em que cumpria a promessa feita a esta amiga escritora, de escrever uma frase sobre o livro. Desde sempre, Kizzy havia sido um tio brincalhão, entusiasmado e alegre da minha Kaori.
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Duas pessoas queridas, honestas ao extremo no seu modo de encarar a vida, e de fazer as suas opções na intrincada rede de escolhas no nosso dia a dia complexo. Dois amigos não apenas meus, mas de todos nós, que damos valor à liberdade de se expressar sem medo em palavras, atitudes e aparência o que somos por dentro. Dois espíritos delicados, frágeis e sensíveis que precisam ser protegidos e defendidos neste momento por nós, seus colegas de caminhada, que amamos o Horror na ficção. Mas repudiamos o horror feio e monstruoso da vida real.
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Por isso, vamos deixar clara a nossa revolta pelo comportamento selvagem de alguns dos nossos irmãos de raça, meus queridos seres humanos. Assim como existem pessoas amáveis e doces como Kizzys e Liz Vamps entre nós, há aqueles que ainda têm muito a aprender em matéria de humanidade. E a esses, vamos ensinar, todos, a serem seres humanos melhores.
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Vamos colocar a criatividade para repudiar com veemência esse ato de puro horror. Que cada um de nós contribua, sem violência ou ódio, para mostrar o quanto esse tipo de comportamento é prejudicial a toda a sociedade. Vamos continuar espalhando essa mensagem.
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Há um relato bem completo, feito por Lorde A, na Rede Vampyrica. Se quiserem saber os detalhes do acontecido, acessem aqui: http://redevampyrica.com/home/?p=322
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E que Kizzy e Liz fiquem bem. Pois o bem deles é o bem de todos nós.”
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Para ler o depoimento do próprio Kizzy, vão ao blog dele:
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http://www.kizzyysatis.blogspot.com/

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