Baratos da Ribeiro » Denúncia http://www.baratosdaribeiro.com.br Mon, 06 Feb 2012 14:45:58 +0000 http://wordpress.org/?v=2.7.1 en hourly 1 Uma novidade IMPERDÍVEL chamada DEIXA QUEIMAR, Feira de Vinil, dicas + AGENDA de eventos para 2010 do SEBO BARATOS DA RIBEIRO http://www.baratosdaribeiro.com.br/uma-novidade-imperdivel-chamada-deixa-queimar-feira-de-vinil-dicas-agenda-de-eventos-para-2010-do-sebo-baratos-da-ribeiro/ http://www.baratosdaribeiro.com.br/uma-novidade-imperdivel-chamada-deixa-queimar-feira-de-vinil-dicas-agenda-de-eventos-para-2010-do-sebo-baratos-da-ribeiro/#comments Sat, 27 Feb 2010 23:48:38 +0000 Maurício http://www.baratosdaribeiro.com.br/?p=357 deixa-queimar-banda-toda

Bom.
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Os recados são vários, mas os elencarei mais abaixo. Hoje peço paciência do leitor, porque acordei disposto a escrever. Culpa do livro que estou carregando atualmente na mochila e de um show que testemunhei na última quinta-feira.
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E CORRA, COMPADRE.
PORQUE SE VOCÊ DEIXAR PASSAR O “DEIXA QUEIMAR”,
TALVEZ SOFRA UM ARREPENDIMENTO SÓ COMPARÁVEL AO DE QUEM, EM 67 OU 68, NÃO DEU BOLA PRA CAETANO, GIL, MUTANTES, TOM ZÉ & OUTROS TROPICALISTAS!

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Agora, de sombrancelhas arqueadas, você deve estar tentado a apagar este e-mail, por julgar que uma opinião tão deslumbrada deve ser indigna de confiança. Pois saiba que estou sendo exatíssimo, e narrarei minha aventura de quinta-feira para que você se convença:
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Fui até o Espaço Multifoco, na Lapa, atiçado por grande curiosidade, porém com a pulga atrás da orelha. Convivi com dois membros do grupo, o Negro Léo e o Luís Augusto, que trabalharam recentemente no sebo, e vi o entusiasmo deles por jazz barra-pesada (o Coltrane mais fusion, por exemplo) e por gente hermética e acrobática, como o Hermeto Paschoal. O que mais havia me instigado eram 3 fatos: 1) o interesse deles também por samba e outras brasilidades, 2) as leituras e escritos de Luís sobre filosofia e estética (ele é estudante do IFCS) e 3) o Grupo ter sido formado pela aproximação de outras 3 agremiações pré-existentes – uma mini-orquestra de metais, um conjunto vocal e um trio de “samba-rock-psicodélico” (mais a Ava Rocha, que chegou depois). Apostava minhas fichas todas que o lance seria chato, por mais impressionante que fosse a densidade e riqueza da música.Estava absolutamente errado.
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Chovia às pampas na quinta, a Lapa estava às moscas, eu estava 1 hora e meia atrasado, mas quando cheguei o lugar estava abarrotado. Pela fuça do povo e pela diversidade de idades, achei que fossem colegas e professores, que os músicos fossem estudantes do Villa-Lobos ou da Uni-Rio. Outro engano: são todos autoditatas.
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Perdi a primeira peça – que soube depois ter usado elementos de eletrônica – e a segunda começou depois do guitarrista, Gabriel, ter se posicionado de frente pro palco, como se regendo o trio de metais (mais com o olhar do que com gestos). Estrutura repetitiva, improvisos harmônicos, intervalos progressivamente estranhos e uma melodia muito simples. (Kraurock? Música serial?) Tudo com muita calma. Depois de uns 3 minutos a guitarra começou a pontuar, e em seguida baixo e bateria entram em cena. Os saxofones e o clarinete começam então a entortar, a soltar o verbo – jazz, certamente. Durante o show todo, a cozinha permaneceu discreta, como se estivesse encarregada de costurar os números, improvisando muito e milagrosamente entregando as viradas e batidas estritamente necessárias para que os outros músicos brincassem. Era como se o baterista e o baixista fossem aquelas gatas de meia-arrastão que assessoram os mágicos em seus espetáculos.
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Aliás, o guitarrista Gabriel Balleste é um fenômeno à parte, não apenas por ser do tipo raro, sempre baixando o volume do seu instrumento ao invés de aumentar, como fazem usualmente guitar-heros natos. Quando os organizadores do Sala 126 (o evento que os havia escalado) abriram o microfones para perguntas da platéia à banda, minha vontade era pedir pro Gabriel jurar de pés juntos que jamais atearia fogo à própria mão. Porque foi o que fez o incrível Lanny Gordin, o guitarrista ícone do Tropicalismo, grande responsável pela criação de uma escola orgulhosamente tupiniquim, mas que absorveu o punch e os pedais do rock, tanto quanto os fraseados jazzísticos e a riqueza harmônica da bossa. Um cara até mais crucial pra MPB do que o Pepeu Gomes. O santo do Lanny parece baixar no Gabriel - mas não se assustem, Lanny voltou à ativa e está feliz e saudável em Sampa… O fato do Gabriel ainda não ser tão festejado e solicitado quanto o paulista Catatau (do Cidadão instigado) é só mais uma prova de que o Rio de Janeiro está mesmo em ruínas, quando se trata de mercado cultural.
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Foi na canção cantada em inglês por Ava Rocha que Gabriel se soltou mais, e meu queixo escorreu escada abaixo do sobrado da Multifoco. (Ok, Ava pode não chegar lá, mas pelo menos ela aponta para a direção certa, sabe pra onde ir, e, com uma banda de apoio dessa, as limitações vocais da herdeira passam desapercebidas.) São poucas as canções propriamente ditas do show, com estruturas mais… hum… “caretas”. Não dá nem pra falar em estrofe e refrão. Aliás, posso até transcrever aqui as letras das 2 canções que, pra mim, foram os pontos altos da noite.
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Luís Augusto assina a canção que ele me disse chamar-se “Baratos”. Eis a letra, na íntegra:
“Conversa de fila de banco / Catolicismo é Mulata / Capitalismo / Rebola, rebola, rebola”
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Mas peço que tente imaginar como ele apresenta esse “quase-samba-rock”: vestido apenas com um casacão de estivador, de pernas nuas, cara pintada com algumas linhas em verde fosforescente, sentado com as pernas cruzadas como um João Gilberto lânguido, berrando mil caretas que ressaltavam sua bela arcada dentária de negão:
“COOOOONVERSA DE FILA DE BANCO!!! / catolicismoémulataCAPITALISMO! / REBOLARECOLAREBOLAREBOLA REBOOOOLA REBOLAREBOLAREBOLAAAAAAAAAA!!!!!!!!”
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Em seguida Negro Léo organizou o coro e apresentou sua composição “O Petróleo é de quem for mais preto”, cujo letra consista, na totalidade, em:
“O Petróleo é de quem for mais preto”
Os dois já haviam me falado da pesquisa para desenvolver a “canção-slogan”, que tenta reduzir a palavra ao mínimo dentro da canção, mas com o máximo rendimento em termos de significado. Cinco vozes e a bateria batucando, aparentemente pela primeira vez, já que o Daniel Fernandes estava quase indo tomar uma birita, quando Negro Léo pediu sua adesão naquela número. Negro Léo foi o cantor principal e o maestro, circulando entre os outros cantores, cochichando em seus ouvidos e alterando os rumos da música. O Rogério Duprat do coral de vozes!
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Esse é o grande barato do DEIXA QUEIMAR: não se trata se uns caras apresentando a música que eles criaram anteriormente, mas sim de músicos criando música no ato, diante da platéia e segundo as circunstâncias acústicas, etílicas, ácidas e mutantes do momento e do lugar.
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VEM DAÍ O RESULTADO RARO E MARAVILHOSO DO SHOW: COMUNICAÇÃO TOTAL com a platéia!
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Vem daí também o desconforto dos organizadores do Sala 126, uma iniciativa que merece muitos aplausos, mas que teve dificuldades em adequar o trabalho do Deixa Queimar no formato do evento. Os números deveriam ser entremeados por entrevistas, que depois constarão na revista que será lançada com o CD encartado, registrando o show. Só que a platéia, extasiada com a música, e os músicos, tão focados no som que estavam lapidando e gestando com seus instrumentos (mesmo que seja o gogó), não queriam saber de palavrório. Na verdade, era bastante ridícula a insistência dos apresentadores em fazer um talk-show com aqueles músicos incrivelmente competentes, que tanto já haviam discursado com o colorido e o eloqüente de seua música. A platéia, à vontade com o esquema verdadeiramente interativo do espetáculo (que apertar botões que nada!), berrava e vaiava impacientemente, voraz de mais música.
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(O Luís Augusto, por exemplo, até tem muito a dizer, sobre as questões mais cabeludas, e com muita bagagem pra sustentar suas concepções estéticas. Aquele simplesmente não era o lugar, nem a hora. Abaixo segue um trecho de um texto publicado na página deles do My Space.)
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O “Deixa Queimar” lembra também o disco gravado em 1976 por um time de monstros da “música livre brasileira”: Waltel Blanco, Joyce, Nivaldo Ornelas, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Edson Maciel, Franklin da Flauta e Wagner Tiso, entre outros. Foi na verdade a trilha sonora do documentário “Trindade: Curto Caminho Longo” de Tânia Quaresma gravaram faixas representativas de diversas regiões do Brasil, mas cujo conjunto sempre achei soar como uma celebração da comunidade hippie do litoral sul fluminense.
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OU SEJA: OUÇA, CORRA ATRÁS!
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Eles farão uma temporada no Hotel Paris, sempre às sextas, começando em 5 de março. Eles são:
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Eurico - sax tenor
Maurício - sax alto e flauta
Igor - sax soprano e flauta
Ava Rocha, Maria Flor, Luis Augusto, Ana Luiza, Mariana de Moraes e Negro Leo - vozes Surian - efeitos eletrônicos analógicos
Felipe Ridolfi - efeitos eletrônicos digitais
Claudio Tammela - iluminação
+ O TRIO EXTRAORDINÁRIO:
Gabriel Balleste (guitarra), Pedro Dantas (baixo) e Daniel Fernandes (bateria)
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Mais informações em (as gravações lá disponíveis são toscas demais, não julgue o trabalho por elas):
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http://www.myspace.com/deixaqueimar
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(Me senti mal apenas devido à culpa que senti por ter empregado o Luís e o Léo na livraria. Artistas como eles devem dedicar-se integralmente à arte, passar o dia inteiro criando… É um sistema econômico criminoso este nosso, em artistas como eles tem de bater ponto pra arcar com a sobrevivência, e eu fui cúmplice do sistema. Que Deus me perdoe por mais essa.)
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Maurício Gouveia
gerente do Sebo Baratos da Ribeiro
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“PALAVRÓRIO
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O cancioneiro atual foi violentamente liberado numa onda — errada — de auto-proclamação gratuita, bajulação e narcisismo se abatendo sobre a consciência moral e inteligência do mercado. Longe, lá bem longe do panegírico de nossas velhas comprazedoras e indulgentes, onde avalia-se com diligência os caminhos a serem tomados pela canção, sucessivas gerações acostumadas no culto histérico da personalidade de music-hall reagem à nossa turma … ah! Como precisamos de nossas velhas complacentes… Não há nenhum obscurantismo no aparelho onde deve-se entrar. A relação entre uma programação de rádio, gêneros cancioneiros, autoridade maternal de nossas velhas, controle-descontrole de qualidade, público, etc., contém tendências objetivas de monopolização dos recursos e de sua disposição no aparelho. A aparelhagem digital não vai fazer milagres com o marshmallow da indústria cultural: não vai dar pra todos. O diletante recalcado, quem vos fala: Ao invés de entrar e sair de estruturas como um menino entra e sai de um labirinto temático de parque de diversões, certo de que a indústria fonográfica não acompanhará nossos esforços na persecução de novas formas de cancioneiro e nem os de outros ilustres desconhecidos, que a má consciência desses businessmen, aliada ao paternalismo de nossos caciques culturais, refugou do comércio de discos, que diga-se de passagem, espera em pânico seu apocalipse, vamos assumir uma única estrutura na qual nossa posição é inoportuna, precária e instável, ou numa palavra-valise: imprecisável.”
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TRÊS MULHERES DE TRÊS PPPÊS”
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Fazia tempo que uma leitura não me prendia tanto. A última foi a biografia de Wilson Simonal – 600 páginas devoras em uns 10 dias.
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O livro que me deixou eufórico é o “Três mulheres de três pppês”, ao qual fui atraído casualmente pela beleza da edição e da capa em especial (a Cosac & Naify não brinca em serviço!). Reconheci vagamente o autor como figura ilustre e familiar, mas estranho ao universo da ficção.
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Numa consulta na wikipedia aprendi que Paulo Emílio Sales Gomes (1916-1977) foi um dos maiores críticos e historiadores do cinema deste país, tendo inclusive criado o primeiro curso universitário brasileiro na área, na Universidade de Brasília – suspenso depois da maioria dos professores terem sido cassados pelo governo militar. (Paulo também foi preso, pelo governo de Getúlio Vargas, depois da Intentona Comunista de 35, e passou uns anos na França.) Fundou o primeiro cineclube brasileiro (fechado pelo DIP, no Estado Novo), dirigiu a filmoteca do MASP e as mostras que organizou na capital deram origem ao Festival de Cinema de Brasília. Foi professor da USP, casou-se com Lygia Fagundes Telles e toda sua obra ficcional se resume a 3 contos longos, escritos já na velhice.
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Para que vocês entendam meu encantamento com o estilo démodé, sutilmente irônico e de uma afetação curiosamente pequeno-burguesa de Paulo Emílio, transcrevo para vocês um trechinho do segundo conto, “Ermendarda com H”:
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“Uma experiência de juventude, moralmente dolorosa, fizera de mim um homem atento e delicado, um pouco tímido, convencido de dever mais aos outros do que eles e eu próprio a mim. Minha perspectiva de vida conjugal era simples, serena e saudável. Trabalhar o dia inteiro para aumentar o patrimônio. Uns dois filhos. Aos domingos e feriados, passeios instrutivos. Férias anuais em praias tranqüilas. Mais tarde, quando a guerra acabasse, viagens. Alguma aventura que se oferecesse seria colhida, algo ocasional, sem perigo de continuidade. Em suma, meus sonhos juvenis de suprema elegância, poder e cultura, tinham se reduzido a um nível bem paulista. (…)
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Poucos como eu se dispuseram a ser tão bom marido, esta foi a origem do cataclisma. Ermengarda, entre outras mulheres erradas, foi a colocada no lugar mais certo: ao meu lado. Minha companhia fê-la florescer e frutificar com rara plenitude. Nunca um homem só deveu tanto aborrecimento a uma só mulher.”
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Pois esse é o livro que estou levando para a primeira rodada do
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CLUBE DA LEITURA
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de terça, dia 9 de março, que tem início às 20h (pô, galera, olha a pontualidade!). Mas pra explicar como funciona, deixa eu contar como foi a reunião do dia 22 de fevereiro.
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Na primeira rodada foram lidos trechos de Fernando Pessoa (pois é, ele escreveu contos também), Shakespeare, Júlio Cortazar, Hemingway, Stanislaw Ponte Preta, Aldous Huxley, Natércia Pontes e Campos de Carvalho. Além de um trecho de “Eu rceberia as pores notícias dos teus lindos lábios”, do Marçal Aquino, que foi escolhido como o mote do desafio desta semana.
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Já segunda rodada entraram na peleja o Daniel Matos, o Ricardo Soneto, o Gustavo, o Igor, o Antonio Júnior, a Ágata Sousa e a Poliana Paiva. Mas contabilizados os votos da galera, saíram vencedores o outro Guilherme (o ator) e a Maíra Fernandes de Mello.
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“O homem da sua vida”, de Maíra, será publicado no blog na segunda-feira:
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www.baratosdaribeiro.com.br/clubedaleitura
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Então é isso: bote seu livrinho de contos ou romance debaixo do braço e venha beliscar umas pataniscas do Pavão, tomar um gorózinho e venha prosear no:
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SEBO BARATOS DA RIBEIRO
Rua Barata Ribeiro 354, Copacabana
Tels. (21) 2256 8634 ou 2256 8634
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Aproveite se programe:
TODAS AS DATAS DOS CLUBES EM 2010:

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CLUBE DA LEITURA
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Março - 9 e 23
Abril - 6 e 20
Maio - 4 e 18
Junho - 8 e 22
Julho - 6 e 20
Agosto - 3, 17 e 31
Setembro - 14
Outubro - 19
Novembro - 9 e 23
Dezembro - 7
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CLUBE DO VINIL
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Agora mensal, sempre na quinta-feira mais próxima do dia 15 de cada mês:
18/3, 15/4, 13/5, 17/6, 15/7, 12/8, 14/10, 18/11 e 16/12.
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Excepcionalmente em setembro, devido do Festival de Cinema, no dia 2
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TEM GRITO ROCK NO CIRCO VOADOR
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Um dos Festivais mais importantes do país, que começou bem longe do eixo Rio-São Paulo, de forma cooperativa entre a galera engajada na produção roqueira independente, e que acabou se transformando numa iniciativa internacional, com presença em várias capitais do Brasil. E que hoje reúne artistas de vários campos, não só rock e nem só da música.
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SOBRE A PROGRAMAÇÃO CARIOCA:
(texto tirado do site oficial do evento)
A edição desse ano do Grito RJ traz ao todo 14 bandas e artistas solo, que tem entre seus destaques as bandas Móveis Coloniais de Acaju (DF), que traz o show do CD “C_MPL_TE”, considerado pela Rolling Stone um dos “5 Melhores CDs de 2009”, e Velhas Virgens (SP), que faz show de lançamento do CD “Ninguém beija como as lésbicas“. Outros importantes nomes do circuito alternativo vão se apresentar no evento. São eles: Madre (Petrópolis, RJ); Motherfunk (Niterói); Sabrina Ribeiro (Niterói); Katia Dotto (RJ), esta última faz show de lançamento do CD “Amabile”; Aumumana (RJ), Wander Telles (RJ), Sabonetes (SP), fazendo show de lançamento do CD homônimo; Tereza (Niterói), banda vencedora do Festival Universitário da MTV de 2009; Os Abreus (RJ); Martiataka (Juiz de Fora, MG), fazendo show de lançamento do CD “À Moda do Caos“; 11:11 (RJ), marcando a estreia da banda paralela de Tchello, baixista do Detonautas, e Cabaret (RJ), fazendo show de lançamento do CD “A Paixão Segundo Cabaret“.
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Além dos shows, o Grito Rock RJ também traz apresentações de DJs e VJs. O DJ Uno se apresenta em Niterói (25/2) e no Circo Voador (26/02). Nos dias 26 e 27, o evento conta com apresentações dos VJs Mago e Helinho, produtores da “Festa do Baco”. No dia 27, é a vez do o DJ Renatinho Jukebox, que comanda a bem sucedida festa “College Rock Party“.
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O evento ainda promoverá exposição de fotografias e Guitar Hero liberado no telão. Em parceria com a ONG Viva Rio, a produção do evento vai arrecadar alimentos para serem doados aos desabrigados da Baixada Fluminense.

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Ah, E TEM FEIRA DE VINIL NESTE DOMINGO
em São Paulo.

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Trata-se da feira organizada pelo Big Papa, da Galeria Nova Barão. Esta feira está na sua terceira edição e é mais roqueira e de perfil mais jovem do que a mais tradicional, do Tangerino. Haverá um stanb da BARATOS DA RIBEIRO lá, com o Marcos Spacecake comandando a tropa. Leia no blog “LongPlay Brasil” uma resenha sobre a loja paulista de discos:
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http://longplaybrasil.wordpress.com/2009/09/25/especial-big-papa-records-sao-paulo/
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Ah, as fotos utilizadas do coletivo Deixa Queimar foram clicadas por Tainá Del Negri.

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http://www.baratosdaribeiro.com.br/uma-novidade-imperdivel-chamada-deixa-queimar-feira-de-vinil-dicas-agenda-de-eventos-para-2010-do-sebo-baratos-da-ribeiro/feed/
Retomada da agenda de eventos: Lançamento de livro, CLUBE DO VINIL e até um VESPEIRO (?!) entre os dias 13 e 17 de outubro http://www.baratosdaribeiro.com.br/retomada-da-agenda-de-eventos-lancamento-de-livro-clube-do-vinil-e-ate-um-vespeiro-entre-os-dias-13-e-17-de-outubro/ http://www.baratosdaribeiro.com.br/retomada-da-agenda-de-eventos-lancamento-de-livro-clube-do-vinil-e-ate-um-vespeiro-entre-os-dias-13-e-17-de-outubro/#comments Fri, 09 Oct 2009 18:21:28 +0000 Maurício http://www.baratosdaribeiro.com.br/?p=165 michael-arce-na-parede-leve
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Ficou pálido depois de tanto tempo enfurnado no cinema, conferindo os filmes do Festival de Cinema Internacional do Rio? Enjoou dos sandubas do Subway, devorados às pressas entre uma sessão e outra? Pois bem…
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RETOMANDO A AGENDA DE EVENTOS: LANÇAMENTO DE LIVRO, CLUBE DO VINIL & ATÉ UM VESPEIRO ENTRE OS DIAS 13 E 17 DE OUTUBRO
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SEBO BARATOS DA RIBEIRO
Rua Barata Ribeiro 354, Copacabana
Tels. (21) 2256 8634 ou 2549 3850
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TERÇA, dia 13, às 19:30h:
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Lançamento do livro “CABEÇA, TRONCO E VERSO”, de Victor Colonna.
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Quem me conhece sabe que costumo zombar do típico poeta “dionisíaco” que infesta as festas e saraus cariocas, mas gosto de literatura em geral, não só de prosa, e já freqüentei algumas rodas de poesia, além de ser fã do Chacal – e admirar a poderosa instituição que o CEP 20.000, por exemplo, se tornou. Foi numa das melhores rodas de poesia que já freqüentei, a Ponte de Versos, que conheci Victor Colonna. Era a virada do século passado para este, e o grupo se reunia na antiga Livraria Ponte de Tábuas (no Jardim Botânico) - depois passaram pelo Barteliê (Ipanema) e ainda hoje a roda está em atividade, na Livraria DaConde (Leblon). Uma década atrás, estava dando sorte com a poesia “indie”, que publica por selos pequeninos (quando não com os próprios recursos), e o Vander de Castro era outro desses meus heróis “sem majestade”, com quem eu podia bater papo e tomar um café.
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Mas você conhecerá melhor o Victor na terça. Por hora, um dos poemas do seu novo livro (seu segundo), entitulado “Boca do Estômago”:
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“Minha língua afiada / Cortou o céu da boca / Passei a cuspir marimbondos.
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Era tanto veneno / Que toda ferida era casca / Todo ruído era estrondo.
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Um dia, desatento / Passei ungüento na boca / E amaciei o céu
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Pus-me a cuspir marimbondos e abelhas / Sangue adoçado / Veneno e mel.”
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QUINTA, dia 15, às 20h:
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CLUBE DO VINIL COM POCKET SHOW DE MICHAEL ARCE
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DJ Ácaro que saber qual o signo dos aniversariantes de setembro e outubro, porque nas últimas semanas uma quantidade impressionante de pessoas lindas, simpáticas, divertidas, inteligentes e apreciadoras dos discos de vinil fizeram, ou estão fazendo, aniversário. Ele, que não acredita no zodíaco, vai começar a prestar mais atenção aos astros… E o Clube do Vinil vai ferver, com uma noite especialmente rebolativa para parabenizar os vários membros da confraria que assoprarão velinhas.
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Trazendo ainda mais brilho e classe ao convescote, o gaitista Michael Arce tira seus LPs do baú e divide as pick-ups com o DJ residente Ácaro.
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Entre um set e outro, Michael fará uma rápida apresentação (meia hora) do trabalho que registrou no CD que está lançando, intitulado “Santa Tereza”. Usando bases pré-gravadas, o gaitista usa técnicas jazzísticas para passear pela bossa, samba, choro, maracatu e baião, apostando na riqueza melódica da música brasileira. Já faz alguns meses que Michael tem se apresentado em lugares inusitados, como bosques, praças do interior e ruas agitadas de metrópoles como São Paulo. Sempre registrando os eventos e postando em seu blog:
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http://www.harmonicaclasses.com/
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Multi-instrumentista, Michael Arce também é professor de acordeão e compositor. Para entendê-lo, basta ter os ouvidos sintonizados na boa música tupiniquim, da praia de Tom Jobim, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Pixinguinha, Hermeto Pascoal, Gonzaguinha etc.
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Para ouvir as edições anteriores:
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www.baratosdaribeiro.com.br/clubedovinil
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SÁBADO, dia 17, às 18h:
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LANÇAMENTO DE BIOGRAFIA DO JOHNNY CASH COM SHOW DO MAUK & L´CARBURATOR
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A editora 8INVERSO está lançando no Brasil a biografia em quadrinhos “Cash: I see a darkness”, do premiado artista alemão Reinhard Kleist. Ilustrando o livro,
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SHOW do projeto solo de Maurício Garcia (Big Trep), acompanhado do guitar hero Leandro (Os Carburadores):
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MAUK & L´CARBURATOR, INTERPRETANDO CANÇÕES DE JOHNNY CASH
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“Cash: I see a darkness” foi publicada pela primeira vez em 2006, ano em que a cinebiografia “Johnny & June” (”Walk The Line”, título original) entrou em cartaz nos cinemas de todo o mundo. Naquele mesmo ano, recebeu o prêmio de Melhor Livro de Quadrinhos Alemão na Feira do Livro de Munique. No ano seguinte, em 2007, recebeu a mesma premiação na Feira do Livro de Frankfurt. De lá para cá, ganhou traduções em diversas línguas (espanhol, francês, italiano, grego, croata e inglês) e foi premiada com o Max und Moritz de Melhor Graphic Novel alemã no ano de 2008. Kleist recentemente foi também indicado ao Prêmio Sondermann 2009 de Melhor Graphic Novel Alemã por seu diário de viagem “Havana”
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Em “CASH – I SEE A DARKNESS”, o quadrinhista retratou em sua obra um lado mais obscuro do cantor, que ficou um pouco deslocado na versão hollywoodiana de sua biografia, não deixando de lado seus sucessos ou fracassos, os problemas com a bebida e as drogas e sua inspiração para compor canções até hoje cultuadas por um público fiel. O trabalho de Kleist tem sido elogiado pela expressividade das imagens e pela dinâmica quase cinematográfica que imprime ao roteiro, também de sua autoria. Segundo Kleist, sua biografia em quadrinhos do cantor mostra “a vida errante de Cash como um solitário, patriota, um rebelde contra o sistema do music business em uma história escrita de forma a agradar não apenas os fãs do cantor”. A história, contada por um dos detentos da prisão de Folsom – palco de um dos mais famosos espetáculos da carreira de Cash — concentra-se nas décadas de 1950 e 1960, mas é enriquecida com passagens da infância e juventude de Johnny Cash e com recriações visuais de algumas de suas mais famosas canções.
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Estará presente para bater um papo com a galera o jornalista cultural Augusto Paim, que traduziu a biografia diretamente do alemão.
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+ DICAS SEGUEM
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O CLUBE DA LEITURA RETOMA AS ATIVIDADES
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Na terça-feira, dia 20 de outubro, a partir das 20h, ok?
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www.baratosdaribeiro.com.br/clubedaleitura
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SEGUNDA CHANCE PRA CONFERIR OS DESTAQUES DO FESTIVAL DE CINEMA 2009
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Eis a programação da repescagem do Festival Internacional de Cinema do Rio – ocupará todas as salas do Espaço de Cinema (na Voluntários da Pátria), de hoje até a próxima quinta-feira:
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http://www.festivaldorio.com.br/site2009/index.php?option=com_content&view=article&id=132:repescagem-2009&catid=57:novidades-do-festival&Itemid=121
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SHOW GRATUITO DOS IMPERFEITOS NA SARAIVA DO RIO SUL
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A banda Os Imperfeitos foi figurinha fácil no Vespeiro, alguns anos atrás, e finalmente lançaram seu primeiro CD. O show que farão na próxima quinta-feira, dia 15, às 19h na Saraiva Megastore do Shopping Rio Sul, será gratuito. De quebra, vocês ainda terão a oportunidade de serem atendidos, na seção de DVDs, pelo boa-praça João Maizena, um dos membros ilustres do Clube do Vinil…
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A BANDA CAKE TOCA NO RIO DE JANEIRO?
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No dia 13 de novembro, na Fundição Progresso, segundo notícia que circulou no Facebook. Como li num comentário do Chacal, produtor do Karaokê Indie da Drinkeria Maldita, botei fé. Em geral, quando se pergunta pela “banda da vida” de alguém, saem nomes como Beatles, Zeppelin, Nirvana, The Smiths, Pixies, Sonic Youth, Ramones etc. Já no meu panteão particular, dando peso 2 pra memória afetiva, entram Bowie, The The e Cake.
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Dei um pulo no site da Fundição Progresso e não achei nada – além do anúncio de um show do Franz Ferdinand em março de 2010, o que é motivo de alegria, já que o show anterior que vi deles, no mesmo local, foi arrasador. Também não há menção a shows no Brasil no site do Cake, mas gostei de descobrir que a banda é muito engajada em questões políticas, comunitárias e ecológicas:
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http://www.cakemusic.com/
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Vale mencionar em especial um artigo que eles citam sobre a tentativa da Nestlé de conseguir autorização da prefeitura de Sacramento (onde acho que os caras da banda moram) para usar de forma ilimitada – e a um custo irrisório - a água do local… A idéia é a multinacional pagar ao município 1 dólar para cada 750 galões de água extraído. Vale a pena refletir sobre o caso, pois parece que a situação aqui no nosso lado, no Circuito das Águas mineiro, é bem dramático:
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http://www.newsreview.com/sacramento/content?oid=1263766
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E bom feriado a todos. Sejam legais com a garotada, ok?

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http://www.baratosdaribeiro.com.br/retomada-da-agenda-de-eventos-lancamento-de-livro-clube-do-vinil-e-ate-um-vespeiro-entre-os-dias-13-e-17-de-outubro/feed/
Clube da Leitura Especial http://www.baratosdaribeiro.com.br/130/ http://www.baratosdaribeiro.com.br/130/#comments Sat, 12 Sep 2009 23:18:57 +0000 Maurício http://www.baratosdaribeiro.com.br/?p=130 YES, NÓS TEMOS VAMPIROS!
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UMA EDIÇÃO ESPECIAL DO CLUBE DA LEITURA DEDICADA
ÀS HISTÓRIAS DE TERROR & MISTÉRIO

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Preparando o terreno para a grande balbúrdia literária que será a OFF-Bienal…
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Nesta terça-feira, dia 15 de setembro, a partir das 20h.
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PARA A PRIMEIRA RODADA
convidamos você a ler um techo de um conto ou romance de terror ou mistério.
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A NARRATIVA MAIS ASSUSTADORA SERÁ PREMIADA
com llivros do sebo. Os ouvintes votarão em um dos textos, enquanto os escritores convidados elegerão um outro vencedor.
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NA SEGUNDA RODADA
serão aceitos 6 contos (por ordem de chegada). O tema é “Monstros & Medos”, o limite é de 3.500 caracteres (com espaço) e novamente premiaremos 2 autores, eleitos no mesmo esquema descrito acima.
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Você se lembra de que o Clube da Leitura inclui uma aposta feita pelos participantes que trazem seus próprios contos, certo? Pois vamos homenagear uma das bem sucedidas apostas da história da literatura, feita em 1816. O poeta Percy Bysshe Shelley passava o verão na suíça na companhia de sua amante Mary e de seu amigo, o também poeta Lord Byron. Como o tempo ruim os obrigou a ficarem enfurnados em casa, se propuseram o desafio de escrever algo assustador para matar o tempo. Apenas Mary Shelley cumpriu o combinado, e o resultado foi o romance “Frankenstein or the Modern Prometheus”, um dos maiores clássicos do gênero.
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FECHANDO A NOITE, OUVIREMOS 3 CONTOS INÉDITOS dos escritores convidados:
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Martha Argel
Giulia Moon
Humberto Moura Neto
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NO SEBO BARATOS DA RIBEIRO
Rua Barata Ribeiro, 354, Copacabana
Tels. (21) 2256 8634 ou 2549 3850
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www.baratosdaribeiro.com.br/clubedaleitura
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POIS É, NEM SÓ DE CREPÚSCULOS VIVE A LITERATURA FANTÁSTICA CONTEMPORANEA…
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amor-vampiro
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Ainda que o sucesso do best-seller de Stephenie Meyer tenha chamado a atenção do público para a produção nacional. Já faz quase uma década que uma nova geração de escritores brasileiros tem explorado o mito do Vampiro, o que já teria sido comemorado se a mídia, e em especial a crítica especializada, não torcesse - injustamente - o nariz para a literatura de gênero. (Assim se tornando cúmplice de tantos “claricelispectorianas”, “guimarãesianos” e “machadianos” que insistem em entulhar as prateleiras de nossas livrarias com mais pretensão do que bons resultados…) Mas os milhares de livros vendidos pelo boa-praça André Vianco, por exemplo, prova que os brasileiros sabem valorizar a prata da casa.
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Alguns desses jovens escritores (lembrem-se de que não estamos falando de ginástica olímpica, onde se ganha medalha de ouro aos 15 anos… A maioria deles começou a publicar aos trinta e poucos anos e a força do talento têm nos surpreendido a cada novo lançamento) vieram ao Rio de Janeiro por acasião da Bienal Internacional do Livro. Queriam marcar um encontro com menos holofotes, para trocarem figurinhas com mais tranquilidade, e o Sebo Baratos da Ribeiro se prontificou a recebê-los:
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GIULIA MOON
Publicou “Luar de vampiros” (Scortecci, 2003), “Vampiros no espelho & outros seres obscuros” (Landy, 2004), “A dama morcego” (Landy, 2006) e “Kaori: perfume de vampira” (Giz), que acaba de lançar na Bienal do Livro. Participou ainda das coletâneas “Amor Vampiro” (Giz Editorial, 2008) e “Território V: vampiros em guerra” (Terracota, 2009), organizada por Kizzy Ysatis. Durante o dia Giulia é publicitária e, depois do sucesso de seus livros, montou sua própria agência de promoção e design.
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http://www.giuliamoon.com.br/
http://phasesdalua.blogspot.com/
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MARTHA ARGEL
que organizou a antologia de contos fantásticos “Lugar de mulher é na cozinha” (Writers, 2000) e participou de várias outras: “Vinte voltas ao redor do sol” (CLFC, 2005), “Amor vampiro” (Giz Editorial, 2008) e “O livro vermelho dos vampiros” (Devir, 2009). Publicou os livros “Contos improváveis” (VBS, 1999), “Relações de sangue” (Novo Século, 2002), “O vampiro de cada um” (edição da autora, 2003), “Olhos de Gato” (Writers, 2005), “O livro dos contos enfeitiçados” (Landy, 2006) e “O vampiro da mata-atlântica” (idea, 2009). É também uma das editoras do FicZine, dedicado à literatura fantástica. A estrela maior de sua imaginação é a vampira Lucila, uma bad girl que não conhece crises de consciência…
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http://vampirapaulistana.blogspot.com/
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HUMBERTO MOURA NETO
é biólogo de formação, como Martha, mas a paixão pela literatura (e pelos quadrinhos, diga-se de passagem) o levou a tornar-se também tradutor e organizador de antologias de contos. “O Vampiro antes de Drácula” (Aleph, 2009) reune contos do século XVIII a respeito do mais notório vilão sobrenatural do folclore europeu. Por meio de extensa pesquisa pessoal e de textos criteriosamente escolhidos e traduzidos, Humberto e Martha Argel apresentam uma cuidadosa seleção que parte de “O Vampiro”, de John Polidori (1819), passam por autores consagrados como Alexandre Dumas, Edgar Allan Poe e H. G. Wells, até finalizar com o consagrado Drácula (1897), de Bram Stoker. O Vampiro Antes de Drácula constrói, assim, um painel crítico e retrospectivo desse mito através da literatura, uma entidade capaz de sobreviver à passagem do tempo e chegar, mais invencível do que nunca, aos dias de hoje.
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http://fantastik.com.br/o-vampiro-antes-de-dracula/
http://www.literatsi.com/resenha/livro/vampiro-antes-de-dracula/
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E ESSA TAL DE OFF-BIENAL, HEIN?
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Enviarei um informe mais detalhado nos próximos dias, mas é, resumidamente, um dia inteiro de farras literárias, musicais e teatrais organizada pelo Sebo Baratos da Ribeiro, que ocupará, além da livraria em Copa, o Espaço Multifoco e o Cine Lapa, indo madrugada adentro no coração da boemia carioca.
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Acontecerá no próximo sábado, dia 19. Uma opção para quem já esvaziou os bolsos no Rio Centro ou não quer se despencar até lá.
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PROGRAMAÇÃO
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No Sebo Baratos da Ribeiro:
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10-13h - Contadores de Histórias Dandara estendem o tapete para as crianças.
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16h - Leitura dramática do diálogo escrito pela psicanalista Solange Jouvin, em que um jovem Freud encontra Machado de Assis. Com Gilberto Beahr.
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17-19h - Coquetel de múltiplos lançamentos: S. Lobo, Fábio Lyra, Mariel Reis, Estevão Ribeiro, Ana Cristina Rodrigues, Luis Eduardo Matta, Alex Castro, Estevão Azevedo, Martha Argel, Giulia Moon e o pessoal da antología “Território V: vampiros em Guerra”. Além do COLETIVO CLUBE DA LEITURA, apresentando a performance “Modo de Folhear”.
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19h - preview da montagem de “Esperando Godot” dirigida por Leonardo Thierry.
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19:30h - show da banda Cartas a Julie Marie, de Niterói.
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No Espaço Cultural Multifoco, na Lapa:
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21h - Coquetel de lançamentos múltiplos: Nilson Lago, Tonho França, Paula Gicovate, Marla Queiroz, André Calazans e Renato Amado.
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No Cine Lapa (Men de Sá, ao lado do Asa Branca):
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22h - COLLEGE CONVIDA MOJO BOOKS: os autores da Mojo Books “tocam” seus livros, travestidos de DJs:
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Manoel Magalhães (Love is Hell, Ryan Adams)
Rafael de Souza Luppi Monteiro (Evil Heat, Primal Scream)
Rodrigo Novaes (The Trinity Sessions, Cowboy Junkies)
Daniela Lima (Live forever, Oasis)
Luíza Zanuncio Briard (I will follow into the dark, Death Cab for Cutie)
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DENÚNCIA: ESCRITOR PAULISTA É ESPANCADO POR POLICIAL QUE TRABALHA COMO SEGURANÇA DE BOATE BADALADA
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O caso comoveu a comunidade literária paulistana, e merece ser divulgada dado o absurdo da situação. As primeiras informações vieram por e-mail, enviado pelo escritor e editor Cláudio Brites:
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“Amigos, neste momento o escritor Kizzy Ysatis e Liz Marins, filha do Zé do Caixão, estão no hospital Santa Casa de Misericórdia, após terem sido espancados pelos seguranças da balada A LOCA. Estão muito machucados. Quem me informou foi o Kizzy, que diz ter até perdido alguns dentes por tamanha fúria dos agressores.”
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As primeiras informações na mídia saíram no Portal G1, em 4 de setembro:
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http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1292911-5605,00-CINEASTA+E+ESCRITOR+DIZEM+TER+SIDO+AGREDIDOS+POR+SEGURANCAS+DE+BOATE+EM+SP.html

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Que diz resumidamente:
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“A cineasta e atriz Liz Marins, de 37 anos, diz ter sido agredida juntamente com um amigo, o escritor Cristiano Marinho, de 32 anos, que usa o nome artístico de Kizzy Ysatis, na boate “A Loca”, na Rua Frei Caneca, na Consolação, região central de São Paulo, no início da manhã desta sexta-feira. Procurada pelo G1 desde as 10h30 desta sexta, a casa norturna não havia comentado o caso até por volta das 15h. A Polícia Militar informou que foi acionada para atender o caso, que estaria relacionado com uma briga entre seguranças e cliente por causa da perda de uma comanda. Pai da jovem, o cineasta José Mojica Marins, mais conhecido como Zé do Caixão, criticou atitude dos funcionários. “Pelo que minha filha me contou, eles nem deram chance para resolver a questão”.
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A cineasta conta que estava deixando a boate, por volta das 6h30, pagou sua conta e sentou para esperar o amigo pagar a dele. “De repente eu ouvi uma discussão, o Kizzy dizendo que tinha pago a conta e o cara do caixa dizendo que ele não tinha pago. Logo em seguida vi os seguranças pegando ele, jogando ele no chão e batendo muito nele. Enfiaram a bota na boca dele para ele não gritar”, conta ela. De acordo com Liz, quando ela foi em direção ao amigo e perguntou o que estava acontecendo, ela também foi agredida. “Um segurança me pegou pelos braços, me jogou no chão e ficou me segurando. Eu gritava ‘me solta, eles vão matar meu amigo’, mas eles só pararam quando a polícia chegou”, relatou. O amigo, disse ela, conseguiu telefonar para o irmão no meio da confusão e o parente chamou a polícia.
(…)
Ainda de acordo com a PM, os dois foram levados para atendimento na Santa Casa e o caso foi registrado no 4º DP, no bairro da Consolação.”
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A Folha de SP também cobriu o caso, em matéria apurada pelo jornalista Gabriel Mestieri.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u619603.shtml
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Em seu blog “Phases da Lua”, Giulia Moon escreveu um relato emocionado sobre o episódio, no dia 5:
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O HORROR REAL NO DAY AFTER
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“Meus queridos amigos, anteontem foi um dia muito feliz. Apesar da chuva forte que caiu sobre São Paulo desde as cinco horas da tarde, a falta de luz em alguns bairros e o trânsito caótico que parou metade da cidade, o auditório da Saraiva Megastore foi pequeno em alguns momentos para conter a multidão que foi até lá para conhecer “Kaori”. Agradeço do fundo do coração a todas as pessoas que de uma forma ou de outra acreditaram no livro e ajudaram a divulgá-lo. Agora, a minha pequena vampira e seus companheiros de universo fantástico estão andando sozinhos pelo mundo, sem o meu olhar protetor de mãe.
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Mas vou lhes contar o porquê do meu silêncio de ontem. Depois de um dia auspicioso, o Day After trouxe uma notícia muito triste, que me fez passar o dia procurando notícias pela internet, chocada com o comportamento de alguns seres humanos, que fazem vampiros, lobisomens e criaturas monstruosas de fantasia se recordarem de forma dolorosa que nada, mas nada mesmo, supera o bicho homem em matéria de desrespeito a um outro ser humano.
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O escritor Kizzy Ysatis (Clube dos Imortais, O Diário da Sibila Rubra, Território V) e a cineasta e atriz Liz Vamp foram agredidos ontem de manhã pelos seguranças de uma casa noturna – chamada apropriadamente de “A Loca”, dado o descontrole emocional e moral demonstrado pelos seus funcionários – quando saíam, depois de passar a noite comemorando o aniversário de Liz. Uma tola e medíocre discussão sobre uma comanda perdida levou duas pessoas íntegras, talentosas e cheias de boas intenções a um hospital. E poderia ter sido pior, não fosse a chegada dos policiais.
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Vi, estarrecida, a foto de Kizzy na internet, com o rosto desfigurado pelo espancamento. A imagem das marcas roxas no corpo de Liz. Ele está deixando o hospital só esta manhã, 24 horas após o ocorrido, depois de constatar que houve fratura craniana, mas sem danos ao cérebro. Ela, graças aos céus, foi liberada ainda ontem de manhã. Poucas horas antes, ambos estavam sorridentes e felizes na Saraiva, comemorando comigo o nascimento de “Kaori”.
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Liz estava linda, a sua presença enche qualquer ambiente de personalidade. Eu a encontrara na terça feira na entrevista ao programa “Mulheres”, na TV Gazeta, e havíamos conversado bastante enquanto esperávamos a hora de entrar em cena. Uma mulher sólida, forte, engajada na luta contra discriminação e preconceito. E, ao mesmo tempo, uma menina doce e caprichosa, que gosta de se enfeitar, de dançar, de sorrir. Sempre sincera, autêntica, corajosa. Antes de sair para a balada, ela tinha me dito, com o seu largo sorriso e segurando as minhas mãos: “vamos com a gente, hoje é o seu dia, menina. Tem que comemorar!” Mas eu tinha planos bem mais domésticos de comemoração e acabei não aceitando o convite.
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Kizzy sempre foi como um irmão um pouco amalucado, um fenômeno da natureza como o sol e a chuva. Chegara na Saraiva esfuziante, me abraçando e gritando a plenos pulmões, “você está lindaaa!” Tinha me contado às gargalhadas, nos dias anteriores, que havia arranjado uma roupa especial de “gato” para ir ao evento, mas não podia engordar, pelo risco de não caber na vestimenta. Havia escrito, com uma generosidade rara, que estava tão feliz com o lançamento de “Kaori”, como se fosse um livro dele, num dos tópicos da comunidade. E, antes de tudo isso, tinha lido os originais de “Kaori” com afinco, para cumprir os seus compromissos de faculdade ao mesmo tempo em que cumpria a promessa feita a esta amiga escritora, de escrever uma frase sobre o livro. Desde sempre, Kizzy havia sido um tio brincalhão, entusiasmado e alegre da minha Kaori.
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Duas pessoas queridas, honestas ao extremo no seu modo de encarar a vida, e de fazer as suas opções na intrincada rede de escolhas no nosso dia a dia complexo. Dois amigos não apenas meus, mas de todos nós, que damos valor à liberdade de se expressar sem medo em palavras, atitudes e aparência o que somos por dentro. Dois espíritos delicados, frágeis e sensíveis que precisam ser protegidos e defendidos neste momento por nós, seus colegas de caminhada, que amamos o Horror na ficção. Mas repudiamos o horror feio e monstruoso da vida real.
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Por isso, vamos deixar clara a nossa revolta pelo comportamento selvagem de alguns dos nossos irmãos de raça, meus queridos seres humanos. Assim como existem pessoas amáveis e doces como Kizzys e Liz Vamps entre nós, há aqueles que ainda têm muito a aprender em matéria de humanidade. E a esses, vamos ensinar, todos, a serem seres humanos melhores.
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Vamos colocar a criatividade para repudiar com veemência esse ato de puro horror. Que cada um de nós contribua, sem violência ou ódio, para mostrar o quanto esse tipo de comportamento é prejudicial a toda a sociedade. Vamos continuar espalhando essa mensagem.
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Há um relato bem completo, feito por Lorde A, na Rede Vampyrica. Se quiserem saber os detalhes do acontecido, acessem aqui: http://redevampyrica.com/home/?p=322
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E que Kizzy e Liz fiquem bem. Pois o bem deles é o bem de todos nós.”
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Para ler o depoimento do próprio Kizzy, vão ao blog dele:
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http://www.kizzyysatis.blogspot.com/

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